Acesso ao Portal Universitário

Olá!

Conforme instruções da Coordenação do nosso curso, nesse semestre precisamos acessar continuamente (para treinarmos) o
portal do aluno FISA.
Esse é o link para acesso
http://universitario.educacional.com.br/ensinosuperior/fis/ no site http://www.fisa.edu.br/ ou neste blog podemos usar os campos de loggin e senha (no topo, ao lado direito da tela).
Lembrando: os acessos ao conteúdo, participações nas discussões e outras tarefas dentro do Portal Universitário serão considerados em nossa nota de avaliação já no próximo semestre.
Em período de treinamento, é normal que ocorram alguns erros de login. A dica dos responsáveis do CTE é que insistamos, até que tenhamos facilidade no uso da nova ferramenta de estudos.


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PD01 - PISC EDUC - Mat apoio

Construtivismo e Não-Construtivismo.

Com base na abordagem do Prof. Lino de Macedo, em seu ensaio denominado "O construtivismo e sua função educacional" (íntegra em http://br.geocities.com/confrajolas/lino.htm ),



(*) Letramento: Kleiman (2005:19) define letramento como “fenômeno social complexo,
que abarca diversos graus e tipos de habilidades de uso da língua escrita e seu uso
efetivo em práticas sociais, assim como o modo como indivíduos e grupos
atribuem significados a essas habilidades e práticas”
(**) Tal abordagem transcende a texto do autor; no ensaio estudado ele sustenta que não há “um porquê ou um para quê?” avaliar o aluno pela ótica construtivista Piagetiana; foi acrescido ao quadro a título complementar, considerando a avaliação construtivista conforme conceitos de Henri Wallon. “A avaliação é considerada um processo e não um produto de aprendizagem.”

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A propósito da educação

No link abaixo (necessário leitor Adobe) há um artigo proveitoso.
São dos autores André Alexandre Osmo - Mestre em Pediatria pela FMUSP e Médico Assistente da Divisão de Pediatria do Hospital Universitário da Universidade de São Paulo, e Eduardo Marcondes - Ex-Professor Titular de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Ambos discorrem sobre aspectos relevantes ao nosso preparo como futuros pedagogos.

http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/57.pdf.

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Palestra Ambiental

Na noite da terça feira, 22/04, aconteceu no auditório da FISA a palestra "Participação da Sociedade Civil na Gestão Ambiental Integrada", elaborada pelo Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade (ICMBio). A palestrante Mariana A. Onça de Souza, Bióloga e Analista Ambiental, trouxe aos quase 200 alunos da FISA esclarecimentos importantes vinculados à participação da sociedade na gestão ambiental. Também estiveram presentes e compuseram a banca expositora o Prefeito de Ilha Comprida, Márcio Ragni, a Diretora de Turismo de Iguape Myrian Teresa, Roberto Gogoni - membro do Parlamento Internacional para Segurança e Paz Mundial, e o popular Nezinho, morador tradicional do bairro de Pedrinhas em Ilha Comprida.
O Prefeitor Márcio Ragni salientou a importância do convênio com Iguape para a destinação do lixo de Ilha Comprida, visto que, por questões de preservação do meio ambiente, os resíduos não podem ficar na Ilha. Salientou ainda que a ocupação de Ilha Comprida deveria ter ocorrido mais ao sul, onde haveria melhor formação geológica e que, no entanto, pelo boqueirão norte oferecer maior proximidade com São Paulo e Iguape - maiores centros -, disso resultou a ocupação atual. Lembrou ainda que procura otimizar os 30% permitido para ocupação dentro da APA estadual da qual Ilha Comprida é parte.
Myriam Teresa, representando a municipalidade na ausência da Prefeita Elisabeth, além de lembrar da sua paixão pela localidade de Iguape, salientou que "Daqui, de onde estamos na questão ambiental, é só para melhorar na preservação."
Roberto Gogoni assegurou que irá levar às características sócio-ambientais da região ao Parlamento Mundial para Segurança e Paz Mundial, para que possam estudar no que podem nos auxiliar em direção à preservação ambiental e em políticas públicas sócio-ambientais.
Nezinho lembrou em suas palavras que o estuário já não comporta o elevado número de pescadores, principalmente em razão da deterioração do lagamar provocada pelo canal do valo grande. Defendeu o urgente fechamento da barragem do valo grande para recuperar o Lagamar e, em contrapartida, aprimorar as condições ambientais para o eco-turismo.
A Professora Patrícia, Coordenadora do Curso de Pedagogia da FISA, em suas palavras agradeceu a presença de todos os participantes e destacou a importância do conteúdo da palestra para os professores em formação, os quais serão multiplicados em sala de aula junto aos alunos.
Alguns pontos destacados da palestra da Mariana Souza, do ICMBio:
- Para a prática da política de preservação, essencial é a articulação entre o poder púbico e a coletividade;
- Tem que haver "divisão de responsabilidades". Lixo, por exemplo, é atribuição legal da Prefeitura;
- A 'fiscalização final' é do Ministério Público, para onde encaminham-se as mais distintas reclamações ambientais;
- É urgente a implementação do Conselho Municipal do Meio Ambiente. É a forma eficaz da sociedade exercer diversos controles ambientais, com poder consultivo, deliberativo e normativo, a depender da lei que o regulamente. Tal conselho trabalha em conjunto com os órgãos ambientais;
- A APA, é importante ser lembrado, é uma Unidade de Conservação; nela pode se desenvolver o uso sustentável do meio ambiente, garantindo o modo de vida das populações tradicionais e preservando-se o meio ambiente.
- A APA "inclui" o patrimônio histórico, o social e o natural - dunas, restingas, manguezais; Todo o bioma da mata atlântica, seus ecossistemas associados e, claro, os moradores tradicionais.
- A Educação Ambiental junto às escolas, apesar de não ser atribuição legal do ICMBio, é um projeto para o qual o órgão tem cedido profissionais e recursos audio-visuais; isso colabora para o vínculo da população local com o preservacionismo.

Nota: Para breve, na pasta "A Cidade" do Diário de Iguape - http://diariodeiguape.com/ a íntegra da palestra em slides que serão cedidos pelo ICMBio.

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Agradecimentos

Queridos Alunos

Agradeço o carinho, a atenção dada até este momento.
A vida precisa continuar.
Deus dará as forças para a caminhada, dolorosa e com muita saudade.
O herói é aquele que supera desafios! É aquele que tem humildade no coração! É aquele que respeita o ser humano!
Vocês merecem sempre o meu carinho e o meu verdadeiro respeito.
Participarei ainda de uma missa sábado agora, as 19 horas na matriz de Ilha Comprida, no balneário Icaraí, local este em que meu avô, pioneiro, primeiro loteador, deixou destinado na planta a igreja para o meu pai.
Que Deus abençõe cada um de nós.
A vida começa na 2ª feira.
Beijão carinhoso
Professora Cybeli

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PD01 - PSIC EDUC - Apostila mod III

O CONCEITO DA PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO

Histórico da Psicologia da Educação:

O interesse pela educação, suas condições e seus problemas, foi sempre uma constante entre filósofos, políticos, educadores e psicólogos.
Com o desenvolvimento da Psicologia como Ciência e como área de atuação profissional, no final do século XIX, várias perspectivas se abriram, fato que também ocorreu à chamada Psicologia Educacional.
Durante as três primeiras décadas do século XX a psicologia aplicada à educação teve enorme desenvolvimento. Nos EUA destacava-se a necessidade de um novo profissional, capaz de atuar como intermediário entre a psicologia e a educação.
Três áreas destacaram-se: as pesquisas experimentais da aprendizagem; o estudo e a medida das diferenças individuais; psicologia da criança.
Até a década de 50, a Psicologia da educação aparece como a “rainha” das ciências da educação.
Seu conceito: uma área de aplicação da psicologia na educação. Psicologia Educacional era um ramo especial da Psicologia, preocupado com a natureza, as condições, os resultados e a avaliação e retenção da aprendizagem escolar. Ela deveria ser uma disciplina autônoma, com sua própria teoria e metodologia.
Durante a década de 50, o panorama muda. Começa-se a duvidar da aplicabilidade educativa das grandes teorias da aprendizagem, elaboradas durante a 1ª metade do século XX. Prenuncia-se uma crise...
Surgem outras disciplinas educativas tão importantes à educação quanto a psicologia, e esta precisa ceder espaço.
Na década de 70, assume o seu caráter multidisciplinar, que conserva até hoje.
Não mais é considerada como a psicologia aplicada à Educação.
Atualmente, a Psicologia da Educação é considerada um ramo tanto da Psicologia como da Educação, e caracteriza-se como uma área de investigação dos problemas e fenômenos educacionais, a partir de um entendimento psicológico.

Conceito de Psicologia da Educação:

Quando se fala, hoje, em Psicologia da Educação, vários termos são utilizados indiscriminadamente como sinônimos, tais como: psicopedagogia, psicologia escolar, psicologia da educação, psicologia da criança, etc. A lista poderia ser alongada. Esta imprecisão na linguagem, e esta confusão entre disciplinas ou atividades não são exatamente passíveis de sobreposição, pois cada têm suas definições e limitações.

A Psicologia da Educação tem por objeto de estudo todos os aspectos das situações da educação, sob a ótica psicológica, assim como as relações existentes entre as situações educacionais e os diferentes fatores que as determinam.
Seu domínio é constituído pela análise psicológica de todas as facetas das realidade educativa e não apenas a aplicação da psicologia à educação.
Seu maior objetivo é constatar ou compreender e explicar o que se passa no seio da situação de educação. Por isso, tanto psicólogos quanto pedagogos podem possuir tal especialização profissional..
A Psicologia da educação faz parte dos componentes específicos das ciências da Educação, tal como a sociologia da educação ou a didática. Compõem um núcleo, cuja finalidade é estudar os processos educativos.
Atualmente, rejeita-se a idéia de que a Psicologia da Educação seja resumida de um simples campo de emprego da Psicologia; ela deve, ao contrário, atender simultaneamente aos processos psicológicos e às características das situações educativas.
Ela estuda os processos educativos com tripla finalidade:
Contribuir à elaboração de uma teoria explicativa dos processos educativos – nível teórico;
Elaborar modelos e programas de intervenção – nível tecnológico;
Dar lugar a uma práxis educativa coerente com as propostas teóricas formuladas – nível prática.

Definição de Psicopedagogia:
Especialização dentro da Pedagogia e/ou Psicologia que trata dos distúrbios de aprendizagem (crianças que possuem dificuldades para aprender)

Definição de Psicologia da Criança:
Também chamada de Psicologia Evolutiva ou Psicologia do Desenvolvimento Humano, estuda as leis gerais da evolução da criança, as sucessivas etapas de seu desenvolvimento nas quatro grandes áreas: cognitiva, afetiva, social e psicomotora.

Referências Bibliográficas:
COLL, César; PALÁCIOS, Jesus & MARCHESI, Álvaro (Org.) Desenvolvimento Psicológico e Educação – Psicologia da Educação, Volume 2. Artes Médicas, Porto Alegre, 1996.

MIALARET, Gaston. Psicologia da Educação. Coleção: Epigênese, Desenvolvimento e Psicologia. Ed. Instituto Piaget, Lisboa, 1999. Capítulo I “Tentativa de Definição – As confusões a evitar”, p. 9-19.

APRENDIZAGEM INFORMAL E FORMAL

Conceito Geral de Aprendizagem

Aprendizagem é a aquisição de novos comportamentos, que são incorporados ao repertório individual de cada pessoa, que deverá apresentar, desse modo, capacidades e habilidades não existentes anteriormente. Além de adquirir comportamentos novos, através da aprendizagem, uma pessoa poderá também modificar comportamentos anteriormente adquiridos (ROCHA).
“Aprendizagem é o resultado da estimulação do ambiente sobre o indivíduo já maturo, que se expressa, diante de uma situação-problema, sob a forma de uma mudança de comportamento em função da experiência; envolve os hábitos que formamos, os aspectos de nossa vida afetiva e assimilação de valores culturais, além dos fenômenos que ocorrem na escola” (JOSÉ & COELHO).
“A aprendizagem é parte de um processo social de comunicação – a educação – e apresenta os seguintes elementos:

Comunicador ou emissor: professor, enquanto transmissor de informações ou agente do conhecimento. O comunicador tem uma participação ativa no processo educativo, devendo estar motivado e ter pleno conhecimento da mensagem que irá transmitir a seus alunos.

Mensagem: conteúdo educativo, conhecimentos e informações a serem transmitidas. A mensagem deve ser adequada, clara e precisa para ser bem entendida.

Receptor da mensagem: aluno. O receptor não tem um papel passivo; deve ser um construtor crítico dos conhecimentos e informações que lhe são transmitidos.
Meio ambiente: meio escolar, familiar e social, onde se efetiva o processo de ensino-aprendizagem. O meio ambiente deve ser estimulador da aprendizagem e propício ao bom desenvolvimento do processo educativo. (DROUET)

Aprendizagem significativa: é interessante destacar que não basta apenas 'ensinar'; é preciso oportunizar aos nossos educandos uma aprendizagem significativa. Ou seja, para que a aprendizagem provoque uma efetiva mudança de comportamento e amplie cada vez mais o potencial do educando, é necessário que ele perceba a relação entre o que está aprendendo e a sua vida, sendo capaz de reconhecer as situações em que aplicará o novo conhecimento.

“Uma aprendizagem mecânica, que não vai além da simples retenção, não tem significado nenhum” (JOSÉ & COELHO).

Como medir a aprendizagem?

Como a aprendizagem se concretiza em termos de comportamento, para avaliar o que alguém aprendeu é preciso observar o seu desempenho. Esta é a concepção das escolas mais tradicionais, onde a 'prova' era a única capaz de verificar o aprendizado, inferindo sobre sua ocorrência.

Mas será esta a melhor e mais fidedigna maneira de verificar o aprendizado?
Atualmente, têm-se realizado importantes mudanças no modo de pensar em relação à aprendizagem escolar, tendo como resultados esforços para combinar várias interpretações. A prova já não parece mais tão fidedigna assim, pois ela pode representar uma mudança temporária de comportamento e não uma mudança duradoura.

Curva representativa de aprendizagem

Estamos permanentemente em estado de aprendizagem
O declínio da curva se dá porque começa a haver um enfraquecimento neuro-hormonal no indivíduo. Devido a esse enfraquecimento alguns envelhecem mais cedo, enquanto outros permanecem perfeitamente lúcidos até uma idade muito avançada.

Ensino x instrução

Ensinar: fazer com que as pessoas aprendam; fazer com que outros saibam, adquiram conhecimentos ou mudem atitudes. A aprendizagem é seu produto final.

Instruir: manipular deliberadamente o ambiente de outros, para torná-los capazes de aprender, sob condições específicas (aprendizagem escolar). Este é um conceito ultrapassado.

Desta diferença entre ensinar e instruir, pode-se dizer que existem dois tipos de aprendizagem: informal e formal.

A aprendizagem e a psicologia da Educação: Aprendizagem Informal e Formal.

Aprendizagem Formal: processo que é direcionado, orientado e previamente planejado e organizado (sala de aula); advém da instrução.

Aprendizagem Informal: processo que é de natureza incidental, não-dirigido, e carente de controle. Resultam da experiência no ambiente de vida (fora da escola); advém do ensino.

A psicologia da educação exerce seu papel mais relacionada à aprendizagem formal.

Modelos de Ensino Formal:
Um modelo de ensino formal inclui um conjunto de procedimentos para que se realize o ensino. Pode resumir-se em seus componentes fundamentais: professor, aluno e conteúdo. Existem 4 modelos básico:

Modelo Clássico: ênfase dada ao professor, enquanto um transmissor de conteúdo. A educação consiste em transmissão de idéias selecionadas, organizadas e não de acordo com o interesse do aluno. O aluno é apenas um recipiente passivo.

Modelo Tecnológico: ênfase na educação como transmissora de conteúdos; o conteúdo é o centro do processo. O aluno é um recipiente de informações. A educação se preocupa com aspectos observáveis e mensuráveis e o professor é o responsável por essa concretização.

Modelo Personalizado: ênfase no aluno. O ensino se processa em função do desenvolvimento e interesse dos alunos. A educação é um processo progressivo e o professor oferece assistência ao aluno, enquanto um facilitador da aprendizagem.

Modelo Interacional: apresenta um equilíbrio entre os componentes do modelo. O professor cria um clima de diálogo e troca experiências e valores com seus alunos. O conteúdo consiste na análise crítica de problemas reais e sociais. O aluno é ativo em sua aprendizagem.

Referências bibliográficas
ROCHA, Erothildes. O Processo de Ensino-Aprendizagem: modelos e componentes. IN PENTEADO, Vilma Millan Alves (Org.) Psicologia e Ensino. Papelivros, São Paulo, 1980 (p. 27-41)

DOMÍNIOS DA APRENDIZAGEM

A aprendizagem abrange três domínios fundamentais: 1. D. Intelectual ou cognitivo; 2. D. Afetivo-social; 3. D. Sensório-psico-neurológico.

Domínio intelectual ou cognitivo (inteligência humana)
A inteligência e a idade mental (e não a cronológica) são domínios decisivos à aprendizagem humana.
Inteligência: capacidade de interagir com o meio ambiente e adaptar-se a ele; se desenvolve através de fases, ao longo da vida, que se sucedem em uma mesma ordem, mas devida as diferenças individuais, podem ser alcançadas em idades diferentes para cada pessoa, dependendo do ritmo de desenvolvimento.

Domínio efetivo-social (emoções, sentimentos e aspectos psicossociais)

As pessoas são todas diferentes e únicas. As diferenças são determinadas pelas influências genéticas, bioquímicas de seu próprio organismo e por estímulos do ambiente em que vivem, bem como pela interação de todas as experiências sociais que tiveram desde o nascimento.

A personalidade de cada indivíduo vai se formando/se desenvolvendo; Portanto, cada aluno que chega à escola/universidade já possui sua personalidade bem definida.

As características psicológicas momentâneas, tais como humor, as emoções e os sentimentos, também são domínios fundamentais á aprendizagem humana. Da mesma forma, um certo amadurecimento social (relacionamento interpessoal e intrapessoal) é elemento importante neste processo de ensino-aprendizagem.

O sensório-psico-neurológico (sensações, desenvolvimento neuropsicológico e maturação neurológica)

A integração das funções neuropsicológicas é fundamental à aprendizagem. Para tanto a estimulação é comprovadamente importante, já que crianças que viveram seus primeiros anos de vida em ambientes pobres de estímulos sofreram danos graves de desenvolvimento, principalmente em seus elementos sensoriais (audição, visão, tato, gustação, olfato), neurológicos (maturação neurológica), psicomotores (esquema corporal, lateralidade, equilíbrio) e lingüísticos (fala).

PRINCÍPIOS DA APRENDIZAGEM

► Universalidade: a aprendizagem é co-extensiva à própria vida, ocorre durante todo o desenvolvimento do indivíduo. Na vida humana a aprendizagem se inicia antes do nascimento e se prolonga até a morte.

► A aprendizagem é um processo constante/contínuo.

► Gradatividade – a aprendizagem é gradual, isto é, aprende-se pouco a pouco.

► Processo pessoal/individual – cada indivíduo tem seu ritmo próprio de aprendizagem (ritmo biológico) que, aliado ao seu esquema próprio de ação, irá constituir sua individualidade. Por isso, tem fundo genético e também ambiental, dependendo de vários fatores: dos esquemas de ação inatos do indivíduo, do estágio de maturação de seu sistema nervoso, de seu tipo psicológico constitucional (introvertido ou extrovertido). De seu grau de envolvimento, além das questões ambientais.

► Processo cumulativo – as novas aprendizagens do indivíduo dependem de sua experiências anteriores. As primeiras aprendizagens servem de pré-requisitos para as subseqüentes. Cada nova aprendizagem vai se juntar ao repertório de conhecimentos e de experiências que o indivíduo já possui, indo construir sua bagagem cultural.

► Processo integrativo e dinâmico – esse processo de acumulação de conhecimentos não é estático. A cada nova aprendizagem o indivíduo reorganiza suas idéias, estabelece relações entre as aprendizagens, faz juízos de valor.

FATORES DA APRENDIZAGEM

►Saúde física e mental: para que seja capaz de aprender, a pessoa deve apresentar um bom estado físico geral; deve estar gozando de boa saúde, com seu sistema nervoso e todos os órgãos dos sentidos. As perturbações na área física, como a sensorial e na área nervosa, poderão constituir-se em distúrbios da aprendizagem. Febre, dores de cabeça, disritmias (ausências mentais) são exemplos disto.

►Motivação: é o fator de querer aprende. O interesse é a mola propulsora da aprendizagem. O indivíduo pode querer aprender por vários motivos; para satisfazer a sua necessidade biológica de exercício físico e liberar energia; por ser estimulada pelos órgãos dos sentidos, através de cores alegres; por sentir-se inteligente e bem consigo mesmo ao resolver uma atividade mental; por sentir necessidade de conquistar uma boa classificação na escola (status social e pessoal, admiração).

► Prévio domínio: domínio de certos conhecimentos, habilidades e experiências anteriores, possuindo relativa vantagem em relação aos que não o possuem.

► Maturação: é o processo de diferenciações estruturais e funcionais do organismo, levando a padrões específicos de comportamento. A maturação neurológica se dá por etapas sucessivas e na mesma seqüência (Leis céfalo-caudal e Próximo-distal). A maturação cria condições à aprendizagem, havendo uma interação entre ambas.

► Inteligência: capacidade para assimilar e compreender informações e conhecimentos; para estabelecer relações entre vários desses conhecimentos; para criar e inventar coisas novas, com base nas já conhecidas; para raciocinar com lógica na resolução de problemas.

► Concentração e atenção: capacidade de fixar-se em um assunto/tarefa. Desta capacidade dependerá a facilidade maior ou menor para aprender.

► Memória: a retenção da aprendizagem é aspecto essencial à aprendizagem, pois quando a pessoas precisar de um conhecimento ela deverá ser capaz de resgatá-los da memória, usando conhecimentos anteriormente adquiridos. No entanto, quem aprende está sujeito a esquecer o que aprendeu. O esquecimento se dá por vários motivos: pela fragilidade ou deficiência na aprendizagem, causada por estudo ineficiente, falta de atenção; pela tentativa de evocação do fato memorizado através de um critério diferente do usado na fixação da aprendizagem; pelo desuso das informações; por um componente emocional que não permite a memorização da informação ou a 'esconde' no subconsciente.

FATORES QUE INFLUENCIAM NA APRENDIZAGEM

A aprendizagem é produto de uma interação complexa e contínua entre hereditariedade e o meio ambiente. Este processo pode ser influenciado tanto na vida pré-natal como na vida pós-natal. AS causas podem ser inúmeras: químicas, físicas, imunológicas, infecciosas, familiar, afetivas e sócio-econômicas.

FATORES GENÉTICOS OU HERANÇA

Os elementos hereditários que influenciam na aprendizagem são chamados de fatores genéticos e encontram-se na inscrição do programa biológico da pessoa – herança. Está presente em toda parte: determina o grau de sensibilidade dos órgãos efetores aos estímulos indutores; condiciona o aparecimento de doenças familiares capazes de prejudicar a aprendizagem (insônia, depressão, síndrome de down, asma) e ainda pode indiretamente intervir nos fatores ambientais, garantindo maior ou menor resistência do organismo aos agravos do meio.

FATORES NEUROENDÓCRINOS

O hipotálamo é destacado como o local controlador do sistema endócrino. Podemos considerar o hipotálamo como um centro integrador de mensagens, controlando a função da glândula hipófise na produção e liberação dos hormônios de todas as glândulas do organismo e possibilitando à criança explorar seu potencial genético, de desenvolvimento e de aprendizagem.

Neuro-Hormônio Adenocorticotrófico – ACTH; é liberado pelo hipotálamo; sua secreção acompanha um ritmo circadiano gerado por um ritmo cerebral intrínseco, ligado a alteração de luz (dia e noite), sono, estresse físico e emocional.

FATORES AMBIENTAIS

O meio ambiente no qual a pessoa está inserida exerce influências particularmente poderosas, contribuindo positivamente à realização do plano genético ou negativamente, apresentando obstáculos. O ambiente compreende tanto condições da vida material, estando em primeiro lugar a alimentação e sua utilização (nutrição), quanto pelo ambiente físico (sócio-econômico, estilo de vida) e o ambiente familiar e cultural, cujo elemento fundamental é constituído pela relação afetiva primária e o estímulo materno.
Na interação da hereditariedade e do meio ambiente, quando o meio é normal e favorável pode-se calcular que 80 a 90% da variabilidade natural da espécie humana, nos limites da normalidade, se realizam segundo o programa genético pré-determinado, entretanto, quando o meio é desfavorável e heterogêneo, a hereditariedade pode cair a 60%.

NUTRIÇÃO

Em relação a alimentação, o leite é a nutrição natural inicial para todos, e a qualidade desse leite tem condições para satisfazer o potencial genético ao crescimento e á aprendizagem. A alimentação saudável é a balanceada, com proteína suficiente, além da presença de hidratos de carbono, gorduras, sais minerais e vitaminas.
É preciso ter presente que só o crescimento consome 40% das calorias fornecidas à criança. Deve-se fornecer energia à criança para atender às necessidades de metabolismo basal; ação dinâmico-específica dos alimentos; perda calórica pelos excreta; atividade muscular; crescimento. Para que a aprendizagem também seja beneficiada, a nutrição do indivíduo deve ser balanceada e saudável.
Essa energia é, então, transmitida através dos macro nutrientes: vitaminas, proteínas, hidratos de carbono, sais minerais, gorduras.
Dois aspectos relacionados a alimentação que exercem influências:
A superalimentação: aceleração e envelhecimento precoces do crescimento; variáveis psicológicas.
A subalimentação: quando é global (fornecimento calórico abaixo de 1/3), o crescimento é bloqueado de forma completa. Quando a sobrevida é possível, se traduz pelo aspecto clínico de marasmo. Quando se refere especificamente sobre a proteína, continuando o forneciemnto calórico global tolerável, o crescimento estatural é bloqueado – desnutrição protéica.

VARIÁVEIS SÓCIO-ECONÔMICAS-CULTURAIS
As variáveis sócio-econômicas exercem importante influência: renda per capita, a idade dos pais, o tamanho da família, condições de habitação e saneamento, escolaridade, higiene, cultura dos pais (influi na alimentação da criança).
Dada a melhoria nas condições de vida, tais como a urbanização, melhoria nos cuidados médicos, maior ingestão alimentar de nutrientes, vestuário menos restritivo, entre outros fatores, existe uma forte tendência para que as crianças das gerações que nos sucedem alcancem uma maturação mais cedo. Esta tendência de aceleração secular pode ser vista nos estudos de Monteiro (1996), que demonstra que as crianças brasileiras estão maturando cada vez mais cedo, em todas as classes sociais, onde as regiões sul e sudeste do país são as que mais crescem.

FAMÍLIA E OS FATORES PSICOSSOCIAIS

Outro aspecto importante diz respeito ao ambiente familiar, que comporta elementos diversos de ordem psicológica particular, mas também de ordem cultural segundo o nível intelectual, os conhecimentos adquiridos através dos pais, a herança dos costumes, etc. Acima de tudo, intervém a relação afetiva precoce da mãe da criança desde os primeiros instantes da vida.
A qualidade dessa ligação afetiva condiciona em grande parte o relacionamento da mãe e, conseqüentemente, a qualidade de sua conduta com a alimentação, proteção físcia, estímulo psíquico e cultural da criança. A carência afetiva consiste na falta de carinho e de solicitação afetiva materna, perturbando ou mesmo impedindo o vínculo mãe e filho, determinando o aparecimento de uma síndrome complexa com reflexos no seu desenvolvimento neuro-psicomotor, no crescimento e no estado emocional, e por conseqüência, na aprendizagem.

O PROFESSOR E O PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

Quando inserido no processo de ensino-aprendizagem (sala de aula), o professor poderá vir a assumir vários papéis sociais.
A Psicologia da Educação, após longos anos de pesquisa a respeito deste assunto, identificou alguns papéis claros, assumidos por professores em seu trabalho diário junto a uma classe de alunos.

Grupo de Papéis Negativos:

- “Bode expiatório” sente-se alvo de hostilidades, recusado por seus alunos; perde sua estabilidade emocional. Requer uma grande dose de segurança interior para aceitar esta situação e ainda permanecer no posto. Este professor poderá ter dois tipos de comportamento: a contra-hostilidade e a necessidade de constante submissão para com a vontade de seus alunos para ser aceito.
- Inspetor e disciplinador: sente-se o distribuidor e o executor da justiça; valoriza desempenho, classifica alunos, promove-os e rebaixa-os. É o grande responsável pela conduta em sala de aula, faz o papel de inspetor. Julga o certo e o errado, administrando recompensas e punições

Grupo de Papéis Autoritários:

- Substituto da autoridade paterna: assume o papel de orientador dos alunos, orientando a todos de igual maneira. Não é nem paternalista demais, nem rígido demais. Mantém um bom e equilibrado nível de relações afetuosas com todos.
- Fonte de informações: sua função é transferir conhecimentos para os alunos; é aquele que sabe. Se orienta em termos acadêmicos em sua abordagem. Forja uma concepção passiva do aluno quando se vê como o único que sabe tudo.
- Líder do grupo: professor que se coloca como líder. Pode assumir a liderança do grupo de duas formas: autocrática ou democrática, ambas envolvem o sistema de status no grupo.
- Cidadão modelo: sua função vai além de transmitir conhecimentos; se coloca como mentor moral, ético, social e político de seus alunos. Dá sempre bom exemplo de comportamento social, utilizando-o para ensinar. Não separa sua vida privada da profissional.

Grupo de papéis de proteção:

Terapeuta: é um orientador e higienista mental do grupo; responsável pela prevenção e ajustamento de problemas, além de promotor de um meio favorável à aprendizagem; aceita as diferenças e promove aulas com atmosfera de aceitação emocional. Acredita que a experiência pessoal e todos os aspectos da vida afetam a aprendizagem.
Amigo e confidente: é amigo e caloroso, convidando a todos a confidências e a participar das dificuldades do grupo. Leva tudo ao plano da amizade pessoal. É acessível e compreensivo, deixando o aluno contar suas dificuldades e problemas em um meio neutro. O excesso ocorre quando o professor usufrui satisfação primária à resposta afetiva do aluno para com ele. Gera-se um conflito entre o papel de professor e de amigo.

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PD01 LPORT Mat apoio módulo III

Forma e grafia de algumas palavras e expressões
Que / Quê
Que é pronome, conjunção, advérbio ou partícula expletiva. Por se tratar de monossílabo átono, não é acentuado:
(O) Que você pretende?
Você me pergunta (o) que vou fazer. (O) Que posso fazer?
Que beleza! Que bela atitude!
Convém que o assunto seja discutido seriamente.
Quase que me esqueço de avisá-lo.
Quê representa um monossílabo tônico. Isso ocorre quando encontramos um pronome em final de frase, imediatamente antes de um ponto (final, de inrerrogação ou exclamação) ou de reticências, ou quando quê é um substantivo (com o sentido de "alguma coisa, certa coisa") ou uma interjeição (indicando surpresa, espanto):
Afinal, você veio aqui fazer o quê?
Você precisa de quê?
Certas mulheres, apesar de não serem belas, têm um quê capaz de as fazer atraentes.
Há um quê inexplicável em sua atitude.
Quê! Conseguiu chegar a tempo?!
Quê! A inflação acabou?!

Por que / Por quê / Porque / Porquê
A forma por que é a sequência de uma preposição (por) e um pronome interrogativo (que). Equivale a "por qual razão", "por qual motivo":
Não é fácil saber por que a situação persiste em não melhorar.
Não sei por que você acha isso.
Não deixe de ler a matéria intitulada: "Por que os corruptos não vão para a cadeia". É impressionante!
Caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo que passa a ser tónico:
- Ainda não terminou? Por quê?
- Você tem coragem de perguntar por quê?!
- Claro. Por quê?
- Não sei por quê!
Há casos em que por que representa a sequência preposição + pronome relativo, equivalendo a pelo qual (ou alguma de suas flexões pela qual, pelos quais, pelas quais). Em outros contextos por que equivale a "para que":
Estas são as reivindicações por que estamos lutando.
O túnel por que deveríamos passar desabou ontem.
Lutamos por que um dia este país seja melhor.
A forma porque é uma conjunção, equivalendo a pois, já que, uma vez que, como:
Sei que há algo errado porque ninguém apareceu até agora.
Você continua implicando comigo! É porque eu não abro mão de minhas ideias?
Porque também pode indicar finalidade, equivalendo a para que, a fim de. Trata-se de um uso pouco frequente na língua atual:
Não julgues porque não te julguem.
A forma porquê representa um substantivo. Significa "causa", "razão", "motivo" e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo):
Dê-me ao menos um porquê para sua atitude.
Não é fácil encontrar o porquê de toda essa confusão.
Creio que os verdadeiros porquês mais uma vez não vieram à luz.

Onde / Aonde
Aonde indica ideia de movimento ou aproximação. Opõe-se a donde, que exprime afastamento. Veja nos exemplos que a forma aonde costuma referir-se a verbos de movimento:
Aonde você vai?
Aonde devo dirigir-me para obter esclarecimentos?
Aonde querem chegar com essas atitudes?
Não sei aonde ir.
Onde indica o lugar em que se está ou em que se passa algum fato. Normalmente, refere-se a verbos que exprimem estado ou permanência:
Onde você está?
Discrimine os locais onde as tropas permanecem estacionadas.
Onde você vai ficar nas próximas férias?
Não sei onde começar a procurar.
Essa diferença de significado não era feita na língua clássica; ainda hoje, é comum encontrar-se o emprego indiferente de uma ou outra forma.

Mas / Mais
Mas é uma conjunção adversativa, equivalendo a porém, contudo, entretanto:
Tentou, mas não conseguiu. / O país parece ser viável, mas não consegue sair do subdesenvolvimento.
Mais é pronome ou advérbio de intensidade, opondo-se normalmente a menos:
Ele foi quem mais tentou; ainda assim, não conseguiu. É um dos países mais miseráveis do planeta.

Mal /Mau
Mal pode ser advérbio ou substantivo. Como advérbio, significa "irregulàfrnâi&?"erradamente", "de forma inconveniente ou desagradável". Opõe-se a bem:
Era previsível que ele se comportaria mal.
Era evidente que ele estava mal-intencionado porque suas opiniões haviam repercutido mal na reuniãoanterior.
A seleção brasileira jogou mal, mas conseguiu vencer a partida.
Mal, como substantivo, pode significar "doença", "moléstia"; em alguns casos, significai
"aquilo que é prejudicial ou nocivo":
A febre amarela é um mal de que já nos havíamos livrado e que, devido ao descaso, voltou a atormentar as populações pobres.O mal é que não se toma nenhuma atitude definitiva. O substantivo mal também pode designar um conceito moral, ligado à ideia de maldadenesse sentido, a palavra também se opõe a bem: !
Há uma frase de que a visão da realidade nos faz muitas vezes duvidar: "O mal não compensa".
Mau é adjetivo. Significa "ruim", "de má índole", "de má qualidade". Opõe-se a bom e apresenta a forma feminina má:
Não é mau sujeito. •Trata-se de um mau administrador. Tem um coração mau.
A par / Ao par
A par tem o sentido de "bem-informado", "ciente": Mantenha-me a par de tudo o que acontecer. É importante manter-se a par das decisões parlamentares.
Ao par é uma expressão usada para indicar relação de equivalência ou igualdade entre valores financeiros (geralmente em operações cambiais): As moedas fortes mantêm o câmbio praticamente ao par.
Ao encontro de / De encontro a
Para não confundir essas expressões, observe o seguinte: Ao encontro de indica "ser favorável a", "aproximar-se de":
Ainda bem que sua posição veio ao encontro da minha. Pudemos, assim, unir nossas reivindicações. Quando a viu, foi rapidamente ao seu encontro e a abraçou afetuosamente. De encontro a indica oposição, choque, colisão. Veja:
Como você queria que eu o ajudasse se suas opiniões sempre vieram de encontro às minhas? Nós pertencemos a mundos diferentes.
O caminhão foi de encontro ao muro, derrubando-o.

A e há na expressão de tempo
O verbo haver é usado em expressões que indicam tempo já transcorrido:
Tais fatos aconteceram há dez anos.
Nesse sentido, é equivalente ao verbo fazer:
Tudo aconteceu faz dez anos.
A preposição a surge em expressões em que a substituição pelo verbo fazer é impossível:
O lançamento do satélite ocorrerá daqui a duas semanas.
Partiriam dali a duas horas.
Acerca de / Há cerca de
Acerca de significa "sobre", "a respeito de":
Haverá uma palestra acerca das consequências das queimadas sobre a temperatura ambiente.
Há cerca de indica um período aproximado de tempo já transcorrido:
Os primeiros colonizadores surgiram há cerca de quinhentos anos.

Afim /A fim
Afim é um adjetivo que significa "igual", "semelhante". Relaciona-se com a ideia de afinidade:
Tiveram comportamentos afins durante os trabalhos de discussão.
São espíritos afins.
A fim surge na locução a fim de, que significa "para" e indica ideia de finalidade:
Tentou mostrar-se capaz de inúmeras tarefas a fim de nos enganar.

Demais / De mais
Demais pode ser advérbio de intensidade, com o sentido de "muito"; aparece intensificando verbos, adjetivos ou outros advérbios:
Aborreceram-nos demais: isso nos deixou indignados demais.
Estou até bem demais!
Demais também pode ser pronome indefinido, equivalendo a "os outros", "os restantes":
Apesar de ter chegado até lá como integrante de um grupo, resolvi partir sozinho, deixando aos demais a liberdade de escolher.
Fiquei sabendo posteriormente que os demais membros da comissão também acabaram abandonando os projetos.
De mais opõe-se a de menos. Refere-se sempre a um substantivo ou pronome:
Não vejo nada de mais em sua atitude!
Decidiu-se suspender o concurso público porque surgiram candidatos de mais.

Senão / Se não
Senão equivale a "caso contrário" ou "a não ser":
É bom que ele chegue a tempo, senão não haverá como ajudá-lo.
Não fazia coisa alguma senão criticar.
Se não surge em orações condicionais. Equivale a "caso não":
Se não houver seriedade, o país não sairá da situação melancólica em que se encontra.

Na medida em que / À medida que
Na medida em que exprime relação de causa e equivale a porque, já que, uma vez que. Exemplos:
O fornecimento de combustível foi interrompido na medida em que os pagamentos não vinham sendo efetuados.Na medida em que os projetos foram abandonados, a população carente ficou entregue à própria sorte.
À medida que indica proporção, desenvolvimento simultâneo e gradual. Equivale a à proporção que:
Os verdadeiros motivos da renúncia foram ficando claros à medida que as investigações iam obtendoresultados. A ansiedade aumentava à medida que o prazo fixado ia chegando ao fim. Deve-se evitar a forma à medida em que, resultante do cruzamento das duas locuções estudadas.

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Abaixo Assinado

Oi! Tudo bom? Espero que estejam ótimos!

Inserimos no DiariodeIguape.com , na data de hoje,
manifesto em apoio à Compensação Financeira pela Preservação ambiental

Leia a matéria em http://diariodeiguape.com/2008/04/13/abaixo-assinado

Esse é o link para assinar: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/607


Importante: Conto com o seu apoio para a divulgação!
Tenha uma ótima semana!

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INFORMES DO VELÓRIO

Queridos alunos,
 
Professora Cybeli pede para informar que o Velório está sendo realizado na Câmara Municipal de Ilha Comprida e que o enterro será amanhã as 9 horas no Cemitério da Ilha comprida.
 
Na faculdade teremos aulas normais, ok?
 
Beijos
 
Aracelis

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Obrigado!

Agradecimento
No primeiros dez dias de abril/2008,
alcançamos a média de 274 visitantes por dia!
A naturalidade com a qual podemos expor,
a objetividade e correção com que escrevemos
e nossa integridade moral, compôem a sólida base
onde estamos construindo o Diário de Iguape.
Parabéns a todos!
Julio Silva
Lucyenne Davies
Rodrigo Pace

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NOTA DE FALECIMENTO

Queridos alunos,
Bom dia.
Recebi há pouco telefonema da professora Cybeli e, a pedido e com pesar, comunico:
Nesta manhã, no hospital de Pariquera-Açú, faleceu o Senhor Jair Vianna, pai da professora Cybeli. Ela informa que solicitará velar o corpo na Câmara Municipal de Ilha Comprida.
Aracelis



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PD01 - LPORT Módulo III

Disciplina: Língua Portuguesa I

Curso: Pedagogia 1º Semestre Profª Fernanda

MÓDULO III

Ortografia

A ortografia estabelece padrões para a forma escrita das palavras. Em nossa língua as palavras são escritas de acordo com critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) e fonológicos (ligados aos fonemas representados). A forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos que envolvem os diversos países em que o português é a língua oficial. Grafar corretamente uma palavra significa, portanto, adequar-se a um padrão estabelecido por lei. As dúvidas devem ser resolvidas por meio da consulta a dicionários publicações oficiais ou especializadas.

Alfabeto português

O Alfabeto da nossa língua é formado por vinte e três letras que, com pequenas modificações, foram copiadas do alfabeto latino.

Aa Bb Cb Dd Ee Ff Gg Hh Ii Jj Ll Mn

Nn Oo Pp Qq Rr Ss Tt Uu Vv Xx Zz

Além dessas letras, empregamos o Kk, o Ww e o Yy em abreviaturas, siglas, nomes próprios estrangeiros e seus derivados. Emprega-se ainda, o Çç, que representa o fonema /s/ diante de a, o ou u em determinadas palavras.

Orientações ortográficas

A competência para grafar as palavras está diretamente ligada ao contato freqüente com a forma escrita que assumem. Isso significa que o uso efetivo e constante é que resulta na memorização da grafia convencionada. Deve-se criar o hábito de esclarecer dúvidas com as necessárias consultas ao dicionário.

Regras ortográficas

  • Letra x e dígrafo ch: o fonema / /

àUsa-se a letra x:

  • após um ditongo:

ameixa caixa encaixar paixão rebaixar

baixo eixo frouxo peixe trouxa

Com exceção recauchutar e seus derivados

  • após grupo inicial em:

enxada enxaqueca enxovalho enxugar

enxame enxerido enxurrada

Exceção: encher e seus derivado (de cheio) e palavras iniciadas por ch que recebem o prefixo en-:

Encharcar (de charco) enchapelar (de chapéu)

Enchumaçar (de chumaço) enchiqueirar (de chiqueiro)

  • após o grupo inicial me:

mexer mexerica mexerico mexicano mexilhão

A única exceção é mecha

  • nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas:

xavante xingar xiquexique xará xerife xampu

Escrevem-se com x, entre outras palavras:

Bruxa muxoxo xale

Capixaba praxe xaxim

Caxumba puxar xenofobia

Faxina relaxar xícara

Graxa rixa

Laxante roxo

Escrevem-se com ch, entre outras palavras:

Apetrecho chalé debochar

Bochecha fechar pechincha

Brecha pichar chuchu

Cachimbo flecha fantoche

Chicória piche comichão

Chicória tchau salsicha

Há vários casos de palavras homófonas (faladas da mesma maneira, mas escritas de forma diferentes) cuja grafia se distingue pelo contraste entre o x e o ch.Como:

Brocha (pequeno prego)

Chá (planta para preparo de bebida)

Chácara (propriedade rural)

Cheque (ordem de pagamento)

Cocho (vasilha para alimentar animais)

Tacha (mancha, defeito; pequeno prego)

Tachar (colocar defeito ou nódoa)

Broxa (pincel para caiação de paredes)

Xá (título do antigo soberano do Irã)

Xácara (narrativa popular em versos)

Xeque (jogada de xadrez)

Coxo (capenga, imperfeito)

Taxa (imposto, tributo)

Taxar (cobrar impostos)

· Letras g e j: o fonema /з/

à Usa-se a letra g:

  • nos substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem:

barragem miragem impigem (impingem) rabugem

contagem viagem origem ferrugem

garagem fuligem vertigem lanugem

Exceção: pajem e lambujem

  • nas palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio:

adágio contágio estágio pedágio

colégio egrégio litígio prestígio

necrológio relógio refúgio subterfúgio

è As seguintes palavras são grafadas com g:

Aborígine bugiganga gengiva rabugice

Agilidade cogitar gesto tangerina

Algema drágea gibi tigela

Apogeu faringe herege vagem

Bege geada monge gengibre

àUsa-se a letra j:

  • nas formas dos verbos terminados em – jar:

arranjar (arranjo, arranje, arranjem)

enferrujar (enferruje, enferrujem)

despejar (despejo, despeje, despejem)

viajar (viajo, viaje, viajem)

  • nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica:

canjica jirau Moji

alforje pajé manjericão alfanje

jibóia jerico caçanje

  • nas palavras derivadas de outras que já apresentam j:

cereja à cerejeira lisonjaà lisonjear sarjaà sarjeta

gorja à gorjear, gorjeta lojaà lojista varejoàvarejista

laranjaà laranjeira rijoà enrijecer

à as seguintes palavras se escrevem com j:

Berinjela jeito laje projétil(ou projétil)

Cafajeste jejum majestade rejeição

Granja jerimum objeção traje

Hoje jérsei objeto trejeito

· Letras s e z: o fonema /z/

à Usa-se a letra s e z:

  • nas palavras que derivam de outras em que já exista s:

análise à analisar, analisador liso à lisinho, alisar

casa à casinha, casebre, casario português à aportuguesar, portuguesinho

catálise à catalisador

  • nos sufixos:

-ês, -esa (para indicação de nacionalidade, título, origem):

Chinês burguês calabrês marquês baronesa

Chinesa burguesa calabresa marquesa duquesa

-ense, -oso, -osa (formadores de adjetivos):

Caldense catarinense palmeirense paraense

Amoroso amorosa deleitoso deleitosa

Espalhafatoso gasoso gostoso

-isa (indicador de ocupação feminina):

Diaconisa papisa pitonisa poetisa profetisa

  • após ditongos:

ausência causa coisa Eusébio lousa náusea

  • nas formas dos verbos pôr (e derivados)e querer:

pus pusera pusesse puséssemos

quis quisera quisesse quiséssemos

repus repusera repusesse repuséssemos

à As seguintes palavras se escrevem com s:

Abuso asilo aviso colisão extravasar Isabel

Aliás atrás bis decisão fusível lilás

Usura anis através brasa evasão hesitar

Maisena revisão vaso obsessão (cuidado com obcecado)

à Usa-se a letra z:

  • nas palavras derivadas de outras em que já existe z:

baliza à abalizado raiz à enraizar

deslize à deslizar, deslizante razão à razoável, arrazoar

  • nos sufixos:

-ez, -eza (formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos)

Avaro à avareza macio à maciez rijo à rijeza

Intrépido à intrepidez nobre à nobreza singelo à singeleza

Inválido à invalidez rígido à rigidez surdo à surdez

-izar (formador de verbos) e –ização (formador de substantivos):

Civilizar à civilização humanizar à humanização

Colonizar à colonização realizar à realização

Hospitalizar à hospitalização

Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo –ar a palavras que já apresentam s:

Analisar pesquisar avisar

Observe o uso da letra z nas seguintes palavras:

Assaz cuscuz prazeroso verniz catequizar

Cizânia gozo regozijo talvez buzina

Coalizão giz vazar vazio

à Em muitas palavra, a letra x soa como z:

Exagero exasperar exemplo exílio exonerar

Exuberante exaltar exato existir inexorável

Exótico exame exercer êxito executar

Há palavras homófonas em que se estabelece distinção escrita por meio do contraste s/z:

Cozer (cozinhar) coser (costurar)

Prezar (ter em consideração) presar (prender, apreender)

Traz (forma do verbo trazer) trás (parte posterior)

  • Letras s, c, ç e x – Dígrafos sc, sc,ss, xc e xs: o fonema /s/

Observe os seguintes fatos ortográficos:

  • a correlação gráfica nd/ns na formação de substantivos a partir de verbos:

distender à distensão expandiràexpansão suspender àsuspensão

estenderà extensão pretenderàpretensão tenderàtensão

  • a correlação gráfica ced/cess em nomes formados a partir de verbos:

acederà acesso concederàconcessão intercederàintercessão

cederà cessão excederà excessoàexcessivo

  • a correlação gráfica ter/tenção em nomes formados a partir de verbos:

absteràabstenção conteràcontenção reterà retenção

aterà atenção deterà detenção

  • em termos eruditos, surge o dígrafo sc:

acrescentar ascese fascículo nascer

adolescência crescer miscigenação piscicultura

obsceno discente disciplina ascensão

à na conjugação de alguns verbos aqui apresentados, surge :

Nasço nasça cresço

  • em algumas palavras, a letra x soa como ss:

auxiliar experiência expor sintaxe

contexto experto extravagante têxtil

expectativa expiar(pagar) texto expectativa

expoente sexta trouxe expectorar

Cuidado com esplêndido

  • os dígrafos xc e xs soam como ss:

exceção excedente exceder excelente excesso

excêntrico excepcional excerto exceto excitar

exsicar exsolver exsuar exsudar

à Há casos em que se criam oposições de significado devido ao contraste gráfico. Observe:

Acender (iluminar, pôr fogo)

Acento(inflexão de voz ou sinal gráfico)

Caçar (perseguir a caça)

Cegar (tornar cego)

Censo (recenseamento, contagem)

Cessão (ato de ceder)

Ascender (subir)

Assento (lugar para se sentar)

Cassar (anular)

Segar (ceifar, cortar para colher)

Senso (juízo)

Seção ou seão (repartição ou departamento; divisão) e

Sessão (encontro, reunião)

  • O dífono x

Em algumas palavras, a letra x representa dois fonemas: /ks/. Alguns gramáticos chamam a esse fenômeno dífono (do grego di, “dois”, + fono, “som”).

Afluxo asfixiar látex prolixo convexo

Amplexo axila fixo nexo reflexão

Anexo clímax nexo ortodoxo reflexo

Complexo paradoxo boxe flexão anexo

  • Letras e e i

à grafia dos ditongos:

  • os ditongos nasais /ãy/ e /õy/ escrevem-se ãe e õe:

capitães cães depõem mães põem

cirurgiães depõe mãe põe pães

Só se grafa com i o ditongo /ãy/ interno: cãibra (ou câimbra).

  • cuidado com a grafia das formas verbais:

à os verbos com infinitos terminados em –oar e –uar são grafados com e:

Abençoar à abençoe efetuar à efetue continuar à continue

Atuar à atue magoar à magoe perdoarà perdoe

à os verbos com infinitivos terminados em –air, -oer e –uir são grafados com i:

Cair à cai moer ài influir à influi

Sair à sai roer ài possuir à possui

Corroer à corrói doer ài atribuir à atribui

  • Cuidado com as palavras se, senão, sequer, quase. Atente também em irrequieto.

A oposição e/i é responsável pela diferenciação de várias palavras.

Área (superfície) ária (melodia)

Deferir (conceder) diferir (adiar ou divergir)

Delação (denúncia) dilação (adiamento, expansão

Descrição (ato de descrever) discrição (qualidade de quem é discreto)

Descriminação (absolvição) discriminação (separação)

Emigrar (sair do país de origem) imigrar (entrar em um país estrangeiro)

  • Letras o e u

à A oposição o/u é responsável pela diferença de significado entre algumas palavras:

Comprimento (extensão) cumprimento (saudação, realização)

Soar (emitir som) suar (transpirar)

Sortir (abastecer) surtir (resultar)

  • Letra h

à É uma letra que não representa fonema. Seu uso se limita aos dígrafos ch, lh, e nh, a algumas interjeições (ah, hã, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em que surge por razões etimológicas,

Hálito hélice herbívoro hipismo horror

Hangar herói hérnia hipocrisia horta

Harpa Hélio Heloísa Henrique hífen

Horto humor hemorragia hesitar húmus

Em Bahia, o h sobrevive por tradição histórica. Nos derivados ele não é usado: baiano, baianismo.

  • Nomes próprios

à Os nomes próprios estão sujeitos às regras ortográficas, o que significa que existe uma forma convencionada de grafá-los. Segue abaixo a grafia oficial de alguns nomes próprios:

Aírton César Jéferson Luzia Rosângela

Anderson Elisa Inês juçara Selene

Baltasar Filipe Isa Luís Marisa

Helena Jacira Natacha Sousa Morais

Emprego do ss/ç

Regras que ajudam a não confundir o emprego do ss e do ç

a) Grafam-se com ss os nomes a que correspondem verbos cujo radical é ced:

Cessão (de ceder), acesso (de aceder)

b) Escrevem-se com ss os nomes a que correspondem verbos cujo radical é gred:

Regressão (de regredir), agressão (de agredir).

c) Grafam-se com ss os nomes a que correspondem verbos cujo radical é prim:

Impressão (de imprimir), repressão (de reprimir)

d) Escrevem-se com ss os nomes a que correspondem verbos derivados de meter:

Intromissão (de intrometer), submissão (de submeter)

e) Grafam-se com ss os nomes a que correspondem verbos terminados em tir:

Discussão ( de discutir), admissão (de admitir)

f) Emprega-se ç nos derivados de palavras terminadas em to:

Isenção (de isento), canção (de canto), alçar (de alto), ação (de ato)

g) Usa-se ç nos derivados do verbo ter e seus compostos:

Tenção (de ter), contenção (de conter), retenção (de reter).

h) Emprega-se ç após ditongos:

Eleição (ei = ditongo), afeição (ei = ditongo), traição (ai = ditongo)

i) Usa-se ç nos vocábulos de origem:

- árabe: açúcar, açucena, açafrão, muçulmano, açafate.

- tupi, africana ou exótica: araçá, Iguaçu, Juçara, miçanga, paçoca, Paraguaçu, Moçoró, caçula, muçurana.

j) Grafam-se com ç as palavras em cuja formação entram os sufixos ação, aça, aço, iço, iça e uça:

marcação, armação, embarcação, alegação, barcaça, mulheraça, carcaça, linhaça; ricaço, mormaço, estilhaço, enfermiço; carniça; dentuça.

Emprego s

a) Grafam-se com s os nomes a que correspondem verbos cujo radical termina em nd: expansão (de expandir), suspensão (de suspender), pretensão (de pretender), ascensão (de ascender).

b) Escrevem-se com s os nomes a que correspondem verbos cujo radical termina em rg ou rt: imersão (de imergir), inversão (de inverter), conversão (de inverter), conversão (de converter), diversão (de divertir).

c) Usa-se s nos nomes a que correspondem verbos cujo radical é pel ou corr: expulsão (de expelir), discurso (de discorrer), concurso (de concorrer).

Tipos de texto

Conhecemos três modalidades básicas de texto: descrição, narração e dissertação, mas, dificilmente um texto apresenta somente descrições ou narrações, ou dissertações puras, embora haja uma estrutura dominante, um esquema fundamental.

Para redigir bem é necessário o conhecimento das diferentes formas de composição do texto, a fim de aplicá-las adequadamente, segundo as exigências de clareza e correção do que se vai comunicar.

Só se descreve o que pode ser percebido sensorialmente; só se narra o que é factual, o que tem história, o que acontece no tempo; só se disserta com juízos, raciocínios e idéias. Quem disserta não conta fatos (função do texto narrativo), também não retrata seres, como na s descrições: cita os fatos para interpretá-los e relaciona-los, usa os seres nas articulações do raciocínio. Portanto, de acordo com os objetivos de uma redação, haverá predominância de um tipo específico de tratamento do assunto, que pode ser a descrição, a narração ou a dissertação.

Inicialmente, a distinção de dois tipos fundamentais de redação: a literária e a técnica ou cientifica.

Redação literária:

Engloba os três tipos básicos de textos (descrição, narração, dissertação), incluindo-se nesse grupo ainda: editorial, a crônica, a notícia e a reportagem.

A redação literária deve apresentar três partes distintas, ou seja, introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

Redação técnica ou científica

Procura estabelecer todo tipo de linguagem que trata de assuntos técnicos ou científicos, como a redação oficial, comercial, bancária, enfim, a linguagem profissional em seu campo de trabalho, como a elaboração de requerimentos (petições), cartas, memorandos, relatórios, memoriais, manuais.

Descrição

  1. Conceito

Descrição é a representação verbal de um objeto sensível. Compara-se à fotografia, mas admite interpretação, salvo se se trata de descrição técnica.

No texto descritivo, a intenção do autor é a de caracterizar, apresentar atributos dos seres (imaginários ou reais, animados ou inanimados) retratados. Quando se descrê apenas um ser, o texto pode ser estruturado em um único parágrafo.

Estilisticamente, as figuras de linguagem que predominam nessa modalidade são: comparações e metáforas. Linguisticamente predominam substantivos, adjetivos e verbos de ligação ou de estado.

  1. Espécies

Há quatro espécies principais de descrição:

a) de ser animado ou inanimado (pessoa, animal, objeto);

b) de interior (ou ambiente);

c) de paisagem;

d) de cena.

  • Costuma-se chamar retrato a descrição de pessoas, pois corresponde, realmente, a uma fotografia feita por meio de palavras, destacando-se traços capazes de transmitir uma impressão de conjunto. Uma boa descrição de pessoa é a que procura selecionar os aspectos particularizantes mais significativos, sem acumular detalhes supérfluos.
  • Na descrição de interior, visualiza-se um ambiente; a sala de estar, a biblioteca, com seus aspectos peculiares, móveis e adornos pertinentes.
  • Para descrever uma paisagem, o observador abrange de uma só vez, totalidade do panorama; depois, aos poucos, vai enumerando as partes do todo, de preferência, pela ordem de proximidade.
  • A descrição de cena é movimentada, dinâmica, ao contrário das demais, que são de natureza estática. Para se descrever uma cena, admitem-se fases, isto é, um desenvolvimento progressivo no tempo. Não se deve confundir com a narração, que é uma seqüência de fatos. A descrição apresenta aspectos sucessivos do mesmo fato.
  1. Estrutura

A descrição admite três partes:

a) Apresentação

Na apresentação do objeto da descrição, que corresponde a introdução, usa-se, muitas vezes, um período típico de narração, como, por exemplo: “O novidadeiro empurrou a porta e penetrou em uma pequena sala...”.

b) Dinamização

A dinamização ocorre nas descrições de cenas e caracteriza-se pela sucessão de fases ou aspectos relativos ao mesmo fato.

c) Impressão

É a característica da descrição psicológica, que envolve a interpretação do autor. São sensações visuais, auditivas, táteis, gustativas, olfativas; traços emocionais ou reflexões externadas pelo escritor.

4. Características

A descrição pode ser literária ou técnica, segundo sua finalidade. De maneira geral, a descrição literária é mais subjetiva, enquanto a técnica não prescinde da objetividade. Nada impede, contudo, que uma descrição técnica apresente qualidades literárias.

A descrição técnica aplica-se a objetos, aparelhos ou mecanismos. Os manuais de instruções para uso de veículos ou montagem de aparelhos são os exemplos mais comuns de descrição técnica. Pode-se também descrever tecnicamente objetos usuais, tais como garrafas térmicas, panela de pressão, gaiola de passarinho, relógios etc.

Narração

1.Conceituação

Narração é o relato de fatos ordenados em seqüência lógica, com inclusão de personagens.

Em um texto narrativo, a intenção do autor é a de relatar fatos, acontecimentos que se sucedem no tempo, envolvendo personagens e ação. A presença dessa linearidade temporal é uma das características que distingue a narrativa das outras modalidades de redação.

Os elementos da narrativa são: enredo (qual história que se conta?); personagens (quem participa dos acontecimentos?) tempo (quando se passam os fatos?) e espaço ou lugar (onde ocorre a trama?).

Ocorre, contudo, a presença facultativa de outras circunstâncias, segundo o seguinte esquema:

Como? Modo como se desenvolvem os fatos

Onde? Local ou locais da ocorrência

Quando? Tempo, época ou momento em que se passa o fato

Por quê? Causa ou motivo do acontecimento

Por isso conseqüência ou resultado.

Porém nem sempre é necessária a presença de todos os elementos acima para que a narração seja completa.

2.Espécies

Há várias espécies de narração:

a) História do gênero humano à são por excelência, modelos de narração, pois nada mais são que relatos, verídicos ou imaginários, de fatos, episódios, que nos são transmitidos através de gerações.

b) Biografias ou autobiografias à são relatos da visa de personagens ilustres. A autobiografia, relato da vida do próprio autor tem o nome de memórias quando dá ênfase aos costumes e circunstancias de determinada época; chama-se perfil quando se limita aos traços característicos da pessoa em questão, geralmente relatados de maneira irônica ou divertida.

c) Contos, novelas, romances, anedotas à são histórias que,. De maneira geral, resultam da imaginação de seus autores.

d) Entrevistas e reportagens à são constituídas, basicamente, de episódios, de depoimentos da pessoa entrevistada. As reportagens sejam policias, de eventos culturais, de viagens ou acontecimentos inusitados, baseiam-se nos fatos, que são a matéria da narração.

3.Estrutura

Uma narração contém as seguintes partes:

à Exposição. É a apresentação do assunto ou tema.

à Complicação. São as peripécias ou desenrolar dos acontecimentos; a ação das personagens o conflito entre personagens e situações.

à Clímax. É o auge do conflito, o ponto culminante da história ou o suspense da narrativa.

à Desfecho. É a resolução do conflito, apreciação, comentário ou generalização.

4.Características

A narração não é exclusividade dos contos, romances e outras formas de expressão em prosa. Ela aparece também em versos, nos poemas, letras de músicas.

A narração é caracterizada pelo emprego dos verbos de ação que traduzem a movimentação das personagens no espaço e no tempo, bem como a sucessão dos fatos em função do enredo. Caracteriza-se principalmente pela transmissão do pensamento das personagens, que se manifestam em diferentes modalidades de discurso para contar uma história.

1. DISCURSO DIRETO – é a reprodução da fala, textualmente, pelo narrador, também chamada de diálogo.

2. DISCURSO INDIRETO – o narrador passa para o leitor, com suas palavras, o que a personagem disse, transmitindo o pensamento da mesma.

3. DISCURSO INDIRETO LIVRE – o narrador mistura-se com a fala da personagem, revelando o mundo interior da própria personagem.

Ao narrar, o escritor pode ainda utilizar dois tipos de foco narrativo, ou seja, pode contar a história de diferentes pontos de vista:

à foco narrativo de 3ª pessoa: o narrador observa os fatos de fora e os registra. Nesse caso, emprega verbos e pronomes de 3ª pessoa. Quando o narrador mostra até os pensamentos das personagens, é chamado de onisciente.

à foco narrativo de 1ª pessoa: o narrador participa da ação como personagem, vivenciando os fatos; os verbos e os pronomes empregados são de 1ª pessoa. O narrador se funde coma personagem, que pode ou não ser a principal.

Dissertação

1.conceituação

Dissertação é uma forma de redação em que se apresentam considerações a respeito de um tema para expor, explanar ou interpretar idéias. O tema dissertativo implica mais que outro qualquer, o exercício da razão, do raciocínio – operação mental que parte do conhecido para o desconhecido – da interferência dos dados da Lógica. Caracteriza-se pela reflexão, por vocabulário próprio, como verbos relacionais, nocionais, definitórios, proposições enunciativas e proposições judicativas.

A dissertação exige maior preparo intelectual, comércio mais íntimo com os princípios da Lógica, maior trato com a argumentação, organismo lógico formado pelo antecedente (causa) e pelo conseqüente (parte causada).

2.Espécie

Expositivaà Consiste na apresentação de discussão de uma idéia, de um assunto ou de uma doutrina, de forma ordenada. O processo é apenas demonstrativo, sem o objetivo de engajamento ou convencimento do destinatário. A linguagem é reflexiva, predominantemente denotativa, embora não necessariamente argumentativa.

Argumentativaà caracteriza-se por implicar o debate, a discussão de uma idéia, assunto ou doutrina, com o objetivo de influenciar, persuadir, conquistar a adesão do destinatário. Trata-se, pois, de uma exposição acompanhada de argumentos, provas e técnicas de convencimento.

3.Estrutura

A dissertação estrutura-se em três partes e, a rigor, não há trabalho intelectual que fuja a tal urdidura.

a)Introdução (apresentação, prólogo)

Apresenta a idéia-base, objeto das considerações do autor para situar o leitor dentro do assunto a ser desenvolvido. É, pois, o ponto inicial, em que se propõe a pauta do trabalho. Na filosofia escolástica era o status quaestionis, a propositura do assunto, da questão.

b)Desenvolvimento (análise, explanação)

Parte em que se trata do assunto de forma completa com a apresentação dos fatos, idéias, argumentos exigidos. É a fase de reflexão, da fundamentação básica do trabalho. As provas aduzidas terão valor comprobatório ou confirmatório; nesse caso, apóia-se em testemunhos, exemplos, autoridades, estatísticas etc.

c)Conclusão (fecho)

É o ponto de chegada, o conjunto, a síntese que encerra o trabalho, com a reafirmação da idéia central. É a colocação final, que deve estar apoiada no que foi exposto anteriormente.

4.Características

Para dissertar, além de vocabulário adequado, linguagem simples, mas exata e objetiva, requisitos exigidos também nas outras formas de redação, deve-se ter o maior cuidado com a ordem e clareza na exposição das idéias.

Para se lograr o encadeamento lógico da argumentação, é mister elaborar um plano equilibrado, coeso, isento e incompatibilidades e discordâncias, além de evitar os erros contra a Lógica, como:

  • Ignorância do assunto – abordagem dom assunto sem conhecimento de causa; pode-se dizer o mesmo da fuga ao assunto ou de sua abordagem tangencial. Toca-se em pontos não pertinentes ao proposto.
  • Falsa analogia – consiste no equívoco de semelhança; toma-se um objeto por outro em virtude de alguma semelhança acidental. O fato de Marte e Terra serem planetas não nos pode levar à conclusão de que Marte é habitável.
  • Contradição – é o estabelecimento de termos ou proposições incompatíveis; não pode haver algo verdadeiro e falso ao mesmo tempo. Entre claro e escuro, entre racional e irracional, não há meio termo.
  • Falsa causa – é a falta de coordenação entre causa e feito, que provoca conclusões equivocadas. Afirmar que as desilusões provocam amadurecimento de espírito é incidir na falha de falsa causa; o mesmo ocorre ao se dizer que uma cachorra, por sentir dor, é um ser humano.
  • Generalização – consiste na ampliação de um dado que não é absoluto; tira-se uma conclusão geral de uma premissa particular. Não se pode concluir que todos os juízes são venais por haver alguns venais.
  • Petição de princípio – é o erro pelo qual se toma como provado justamente o que se deve provar; o raciocínio torna-se redundante e circular. Incorreu em petição de principio quem disse que “a finalidade da apuração é apurar tudo aquilo que deve ser apurado”.
  • Equívoco – dá-se o equívoco ao se tomar uma mesma palavra em vários sentidos. Não posso afirmar que a constelação Cão ladra, porque o cão ladra.

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