Inclusão Digital 2008 - Tema desenvolvido pelo grupo do Amerino, Heraldo, Paulo.
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PD01 - Met EaD - Elab de Aula
PD01 - Met em EaD - Elab Aulas
Cultura Iguapense - Aula elaborada por Benedita Aparecida de Oliveira Miranda, Claudete Ribeiro Freitas Monteiro, Eunice Gomes Mâncio Gervásio, Helenice Ribeiro Nunes, Márcia Cristina de Souza Ribeiro e Selma Regina da Silva Aguiar Simão.
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Passos da elaboração:
1 - O conteúdo foi pesquisado e catalogado, separado pelos alunos;
2 - Reunido em slides com o uso de power point, criaram a apresentação.
3 - O material foi enviado ao Google Docs, hospedagem pública.
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Texto Para Avaliação no Portal
Roberto Pompeu de Toledo

Dois ídolos de um tempo sombrio
Nova York elegeu um herói, mas para sua infelicidade o outro lado
também elegeu o seu
Rudy!, Rudy!
Por onde quer que ande, ele é homenageado com manifestações de simpatia – seja quando em visita aos escombros do que foi um dia o World Trade Center, seja quando participa de cerimônias, seja quando só passa pelas ruas. Quando não é "Rudy, Rudy", o coro muda para "Four more years, Four more years" ("Mais quatro anos, Mais quatro anos"). O homenageado em questão, o "Rudy" da forma carinhosa, é o prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Se alguém pode ser agraciado com a palma da popularidade e do reconhecimento dos concidadãos, nestes dias de luto, nos Estados Unidos, é ele. Chega-se a pedir, a ele que já foi reeleito uma vez, e está a três meses de concluir o segundo mandato, que se candidate a mais quatro anos, algo que a legislação eleitoral proíbe.
As honras a Giuliani soam mais autênticas do que as tributadas ao presidente George W. Bush. O presidente chegou aos mais de 80% de aprovação nas pesquisas, índice apenas superado, na história, por Bush pai, quando da Guerra do Golfo, e por Harry Truman, ao término da II Guerra Mundial, e também vem sendo aplaudido onde quer que apareça. Mas, nesse caso, o que se aplaude é o cargo, não a pessoa. No presidencialismo americano, o presidente é o ponto de convergência do sistema. Nos momentos de ameaça à nacionalidade, é a encarnação da nação. Daí que mesmo um presidente de contestadas credenciais pessoais, eleito de forma discutível, e até ontem alvo de piadas, numa hora destas seja sacralizado. Ele não é mais um mero George W. Bush. É Tio Sam.
Já Giuliani é ovacionado por mérito próprio. Desde o primeiro momento, ele deu a entender que o desafio era com ele mesmo. Comandou operações de resgate, consolou viúvas, esforçou-se para organizar o inorganizável, convocou a população a retomar tanto quanto possível a vida normal. No Brasil, onde se tem uma postura negativista em relação aos políticos – quando não ao próprio país –, esse conjunto de atitudes seria rotulado de demagogia e os comentaristas se apressariam em dizer, a respeito de quem assim procedesse, que ele estaria é de olho nas eleições. Nos Estados Unidos, a atuação de Giuliani é julgada como à altura do que se espera de um dirigente, nas circunstâncias.
Osama!, Osama!
Entre as massas populares do Paquistão e dos territórios palestinos, com estridência, mas também, sem dúvida, no silêncio de outros países muçulmanos em que as manifestações não costumam, ou não podem, ser tão explícitas, Osama bin Laden virou ídolo. Um pouco ele já era. Tinha criado em torno de si a legenda do milionário que renuncia à vida fácil para dedicar-se a uma causa – tanto mais sublime, essa causa, quanto é a própria causa de Deus. Com sua promoção a inimigo público número 1, pelos Estados Unidos, virou muito mais. Seu nome é entoado nas manifestações. Seu retrato é exibido nas ruas. Recém-nascidos paquistaneses recebem aos montes o nome de Osama.
Esta revista chamou-o, em seu último número, de Che Guevara do Islã. A comparação é apropriada. Como Che Guevara, Laden foi elevado ao status de pôster. Sabe-se lá o que é isso? Quando alguém tem sua cara impressa em pôsteres, que se procuram com o mesmo afã com que nos Estados Unidos se procuram bandeiras, não é apenas que tenha virado um ídolo pop. É que se entranhou na imaginação das pessoas. Virou símbolo e modelo. Nada a ver com as honras prestadas – no Iraque, para citar um exemplo – ao presidente Saddam Hussein. Aí, como é comum nas ditaduras, vigora o culto orquestrado e compulsório ao ditador. No caso de Laden, as manifestações são tão espontâneas como as dedicadas em Nova York ao prefeito Giuliani.
Isso dá uma idéia do inimigo que os Estados Unidos têm pela frente. Não é nem Laden. Se fosse, seria fácil. Também não se resume a uma ou mais redes terroristas. Neste caso a luta é bem mais complicada, mas ainda não é a pior. A pior é o efeito Laden nas mentes no mundo muçulmano, especialmente entre os jovens. O combate nesse caso é contra um sonho. Na verdade, a comparação com Che Guevara vale até certo ponto. Guevara é um ídolo morto, de um tempo morto. Seu pôster hoje não passa de objeto de decoração, muitas vezes na parede de quem nem sabe o que ele significou. Laden é o pôster vivo de uma gente viva que, no empenho de afirmar-se perante o mundo, chega a flertar com a catástrofe.
Houve um tempo, lá longe, durante a Guerra Fria, em que se dizia que as futuras guerras não teriam heróis. Seriam desencadeadas num apertar de botões. Os arsenais nucleares fariam o resto. Na atual guerra, se é que se trata de guerra, ou se tratará, cada lado já produziu o seu herói.
fonte: Revista Veja - Outubro 2001
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PD01 - L Portuguesa - Mód IV
Curso: Pedagogia 1º Semestre Profª. Fernanda
MÓDULO IV
Acentuação
Acentuação gráfica
Os acentos
Em português os acentos gráficos empregados são:
acento agudo ( ´ ) - colocado sobre as letras a, i, u e sobre o e da seqüência –em, indica que essas letras representam as vogais das sílabas tônicas: Amapá, saída, fúnebre, porém; sobre as letras e e o, indica que representam as vogais tônicas com timbre aberto: médico, herói;
acento grave ( ` ) – indica as diversas possibilidades de crase da preposição a com artigos e pronomes: à, às, àquele, àquela, àquilo,por exemplo;
acento circunflexo ( ^ ) – indica que as letras e e o representam vogais tônicas com timbre fechado; surge sobre a letra a que representa a vogal tônica, normalmente diante de m, n ou nh: mês, lêem, pêssego; compôs, fôsseis; câmara, Atlântico, cânhamo;
trema ( ¨ ) – indica que a letra u representa semivogal nas seqüências gue, gui; que, qui: agüentar, sagüi, cinqüenta, tranqüilo;
til ( ~ ) – indica que as letras a e o representam vogais nasais: órfã, mãozinha; corações, põe. Também indica que a vogal é tônica em alguns casos; a acentuação gráfica é obrigatória: rã, maçã.
Acentuação Tônica
A acentuação tônica investiga a intensidade com que as sílabas das palavras de nossa língua. Aquelas sobre as quais recai a maior intensidade são as sílabas tônicas; as demais, produzidas mais debilmente, são as sílabas átonas. De acordo com a posição da sílaba tônica, os vocábulos da língua portuguesa são classificados em: proparoxítonos, paroxítonos e oxítonos.
Proparoxítonos
à São aqueles cuja sílaba tônica é a antepenúltima. Relativamente pouco numerosa em nossa língua, as proparoxítonas são todas acentuadas graficamente. Exemplos:
Amássemos Antártida friíssimo lágrima úmido xícara
Paroxítonos
à São aqueles cuja sílaba tônica é a penúltima. Como são as palavras mais numerosas da língua, as paroxítonas são justamente as que recebem menos acentos. As paroxítonas são as que terminam em –a, -as; -e, -es; -o, -os; e também em –am, -em ou –ens: essas paroxítonas não devem receber acento gráfico de acordo com as regras fundamentais – só serão acentuadas caso incorram em alguma das regras específicas.
àSão acentuadas graficamente as paroxítonas terminadas em:
-i, -is; -u, -us:
Bônus júri táxi lápis tênis
-l, -n,-r, -x, -ps:
Fusível abdômen repórter clímax fórceps
-ã, -ãs; -ão, -ãos:
Ímã órfãs órgão sótãos
-om, -ons:
Iândom (espécie de avestruz) elétrons
-um, -uns:
Álbum/álbuns médium/médiuns
ditongo oral (crescente ou decrescente) seguido ou não de –s:
fósseis fôsseis jóquei pônei história
Oxítonas
As oxítonas acentuadas são as que apresentam terminações iguais ás paroxítonas não acentuadas.
Acentuam-se, portanto, as terminadas em:
-a,-as; -e, -es; o, -os:
Guaraná atrás buquê montanhês cipó retrós
-em, -ens:
Armazém/armazéns porém reténs
As regras fundamentais da acentuação gráfica criam um sistema de oposições entres as terminações das oxítonas e as das paroxítonas. Compare, por exemplo, as palavras dos pares abaixo e perceba como os acentos das paroxítonas e das oxítonas são mutuamente excludentes.
Sabia (paroxítona, sem acento) ► Sabiá (oxítona, acentuada)
Atlas (paroxítona, sem acento) ► Atrás (oxítona, acentuada)
Xale (paroxítona, sem acento) ► Chalé (oxítona, acentuada)
Maio (paroxítona, sem acento) ► Maiô (oxítona, acentuada)
Mentem (paroxítona, sem acento) ► Mantém(oxítona, acentuada)
Cáqui (paroxítona, acentuada) ► Caqui (oxítona, sem acento)
Os textos oficiais são omissos em relação à acentuação das paroxítonas terminadas em –ps, -om e –ons (bíceps, iândom, nêutrons, por exemplo); baseando-nos nesse sistemas de mútua exclusão, somos levados a considerar tais acentos necessários.
A lógica das regras de acentuação
As regras da acentuação gráfica baseiam-se na constatação de que, em nossa língua, as palavras mais numerosas são as paroxítonas, seguidas pelas oxítonas. A maioria das paroxítonas termina em –a, -e, -o, -em, terminações que podem ou não ser seguidas por –s. Essas paroxítonas, por serem maioria, não são acentuadas graficamente. As proparoxítonas são relativamente pouco numerosas – e por isso são todas acentuadas graficamente.
Monossílabos
A classificação em oxítonas, paroxítonas e proparoxítonas só se aplica a palavras com duas ou mais sílabas. Para os monossílabos, a classificação é diferente: existem os monossílabos tônicos – pronunciados intensamente – e os monossílabos átonos – pronunciado fracamente. Quando isolado, todo monossílabo se torna tônico. Por isso, para diferenciar os tônicos dos átonos e vice-versa, é necessário pronunciá-los numa seqüência de palavras. Observem nos versos de Chico Buarque os monossílabos tônicos destacados:
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor.”
Agora, nos mesmos versos, destacamos os monossílabos átonos:
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor.”
Recebem a acento gráfico os monossílabos tônicos terminados em:
-a, -as: Brás cá gás há já lá
-e,-es: Pé fé mês três vê vês
-o, -os: Pó só nó vós nós pôs
Observação
Muitos verbos, ao se combinarem com pronomes oblíquos, produzem formas oxítonas ou monossilábicas que devem ser acentuadas por acabarem assumindo alguma das terminações contidas nas regras. Exemplo:
Cortar + a = cortá-la fez + o = fê-lo
Dar + as = dá-las fazer + o = fazê-lo
Propor + os = propô –los pôs + os = pô-los
Regras Especiais
Além das regras fundamentais, há um conjunto de regras destinadas a pôr em evidência alguns detalhes sonoros das palavras. Essas regras sobrepõem-se às que já estudamos: assim sendo, podem ocorrer casos como o da palavra Jaú, que, apesar de ser uma oxítona terminada em –u, é acentuada porque esse –u representa uma vogal tônica que forma hiato com a vogal anterior. Existem regras especiais para hiatos, ditongos e acentos diferenciais.
Hiatos
Acentuam-se as letras –i e –u quando representam vogais tônicas isoladas numa sílaba ou acompanhadas de –s, desde que não sejam seguidas por –nh. Exemplo:
Aí cafeína juízes uísque raízes
Baú saúde miúdo graúdo tuiuiús
MAS
Raiz juiz ruim ainda Raul
(-i ou –u não estão sozinhos nem acompanhados de –s na silaba)
Bainha - campainha moinho tainha
(-i está seguido de –nh)
Se o –i ou –u formar hiato com uma vogal idêntica, não se usa o acento: xiita, mandriice, vadiice, sucuuba ( nome de uma planta). O acento só surgirá se se tratar de uma proparoxítona, como friíssimo ou iídiche.
Coloca-se acento circunflexo sobre a penúltima letra e ou o quando representam vogais tônicas e de timbre fechado nos hiatos ee e oo:
Crêem lêem enjôo vôo dêem abençôo
Observe que ambos os casos ocorrem em palavras proparoxítonas. A terminação –êem é exclusiva dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados (descrer,desdar, reler, rever, prever e outros). Não ocorre em verbos como ter ou vir.
Ditongos
Coloca-se acento agudo na letra que representa a vogal aberta dos ditongos éi, oi e eu, desde que sejam tônicos:
Aluguéis dói chapéu lençóis anéis céu
MAS
Ceuzinho pasteizinhos anzoizinhos coroneizinhos
(os ditongos, apesar de abertos, não estão na sílaba tônica)
Azeite teia açoite meu pneu moita
(os ditongos são fechados: só são acentuados devido a uma regra fundamental, como, por exemplo, nêutron – paroxítona terminada em –n).
à Coloca-se trema sobre a letra –u que, precedida de –g ou –q e seguida de –e ou –i, representa uma semivogal. Observe que, nesses casos, ocorre um ditongo crescente:
Agüentar cinqüenta lingüística tranqüilo
à Em algumas poucas palavras da língua, a letra –u, precedida de –g ou –q e seguida de –e ou –i, representa uma vogal tônica. Nesses casos, coloca-se acento agudo sobre essa letra:
Apazigúe argúi averigúe obliqúe
Acentos diferenciais
Existem em nosso sistema de acentuação gráfica alguns acentos diferenciais, ou seja, acentos cuja única função é diferenciar, na escrita, palavras homônimas. Trata-se, portanto, de casos muito particulares, alguns deles de utilidade duvidosa porque lidam com palavras arcaicas de uso muito restrito.
Verbos ter e vir
Coloca-se acento circunflexo sobre as terceiras pessoas do plural do presente do indicativo dos verbos ter e vir e seus derivados a fim de diferenciá-las das formas das terceiras pessoas do singular dos mesmos tempos.
Observe:
Ele tem / ele vem / eles têm / eles vêm
Ele abstém, contém, mantém, retém, obtém;
(acentuados porque são oxítonas terminadas em –em)
Eles abstêm, contêm, mantêm, retêm, detêm, entretêm, obtêm;
Advêm, convêm, provêm, intervêm
(acento diferencial que indica não só a sílaba tônica, mas também a forma do plural)
à Outros acentos diferenciais
Pôde (terceira pessoa do singular do pretérito perfeito do indicativo)
Pode (terceira pessoa do singular do presente do indicativo)
Pára (forma do verbo parar, presente em vários compostos: pára-raios, pára-lamas)
Para (preposição)
Porquê (substantivo)
Porque (conjunção)
Pêlo (substantivo)
Pélo (forma do verbo pelar)
Pelo (contração de preposição e artigo)
Prosódia
A prosódia ocupa-se da correta emissão das palavras quanto à posição da sílaba tônica, segundo as normas da língua culta.
Há casos em que ocorre disparidade entre a pronúncia preconizada pela língua formal e aquela de maior emprego cotidiano. É comum, por exemplo, ouvirmos a forma oxítona látex,embora a pronúncia recomendada seja paroxítona (látex). Essa troca da posição da sílaba tônica constitui uma sílabada.
Há vocábulos que admitem dupla prosódia, como acrobata ou acrobata, sóror ou sóror, xérox ou xerox, zângão ou zangão, entre outros.
LEITURA
Não despertemos o leitor
Os leitores são, por natureza, dorminhocos. Gostam de ler dormindo. Autor que os queira conservar não deve ministrar-lhes o mínimo susto. Apenas as eternas frases feitas.
“A vida é um fardo” – isto, por exemplo, pode-se repetir sempre. E acrescentar impunemente: “disse Bias”. Bias não faz mal a ninguém, como aliás os outros seis sábios da Grécia, pois todos os sete, como há vinte séculos já se queixava Plutarco, eram uns verdadeiros chatos. Isto para ele, Plutarco. Mas, para o grego comum da época, deviam ser a delícia e a tábua de salvação das conversas.
Pois não é mesmo tão bom falar e pensar sem esforço? O lugar-comum é a base da sociedade, e sua política, a sua filosofia, a sua segurança das instituições. Ninguém é levado a sério com idéias originais.
Já não é a primeira vez, por exemplo, que um figurão qualquer declara em entrevista:
“O Brasil não fugirá ao seu destino histórico!”
O êxito da tirada, a julgar pelo destaque que lhe dá a imprensa, é sempre infalível, embora o leitor semidesperto possa desconfiar que isso não quer dizer coisa alguma, pois nada foge mesmo ao seu destino histórico, seja um Império que desaba ou uma barata esmagada.
Mário Quintana nos alerta para que não sejamos leitores dorminhocos, para a necessidade de nos tornarmos leitores despertos, ou seja, atentos, capazes de desconfiar do que lemos e de criticar, com boa argumentação, os m
Ais variados textos que se nos apresentam no dia-a-dia.
Não basta ler, no sentido de decodificar, reconhecer o significado das palavras que aparecem nos textos. É necessário, além de ser capaz de reproduzir o que se lê, entender o sentido da organização das frases, as idéias expressas, os recursos utilizados pelo autor ao elaborar o texto, levar em consideração o meio em que o foi veiculado e até mesmo quando ele foi escrito, para que se possa chegar à verdadeira compreensão.
Aspectos cognitivos da leitura
O ato de ler é geralmente interpretado como a decodificação daquilo que está escrito. Dessa forma, saber ler consiste num conhecimento baseado principalmente na habilidade de memorizar determinados sinais gráficos (as letras). Uma vez adquirido tal conhecimento, a leitura passa a ser um processo mecânico, prejudicado apenas por limitações materiais (falta de luz ou mau estado do impresso, por exemplo) ou por questões lingüísticas (palavras de significado ignorado ou frases muito complexas).
Segundo Paulo Freire, a leitura é um processo amplo, que inclui nosso relacionamento com a realidade e a forma como pensamos essa realidade e esse relacionamento. Ler é, portanto, um processo em contínuo desenrolar, que se confunde com o próprio fato de estar no mundo – biológica e socialmente falando.
A sociedade de que somos parte produz e mantém uma cultura. Essa cultura é um conjunto complexo e dinâmico que abrange desde rituais mínimos de convivência até aprofundados conhecimentos científicos e técnicos. Desse conjunto fazem parte valores que aprendemos a associar às coisas e às ações. Fazem parte também idéias sobre coisas e os acontecimentos, que muitas vezes nos levam a aprender a ver realidade de um ponto de vista fixo, imutável, o que petrifica nossa compreensão da realidade. Aprender a ler o mundo (adquirir a “inteligência do mundo”, nas palavras de Paulo Freire) significa conhecer esses valores e essas idéias. Significa, também, pensar sobre esses valores e sobre essas idéias, desenvolvendo uma posição crítica e própria sobre eles, ultrapassando as idéias preconcebidas que muitas vezes emperram nossa percepção do mundo.
Ângela Kleiman (2002) enfatiza e discute os aspectos cognitivos da leitura, porque considera que a percepção e a reflexão sobre o conjunto complexo de componentes mentais da compreensão podem contribuir à formação do leitor e ao enriquecimento dos aspectos humanísticos e criativos do ato de ler.
O conhecimento prévio na leitura
A leitura é considerada um processo interativo, porque o leitor utiliza diversos níveis de conhecimento que interagem entre si, como o conhecimento lingüístico, o textual e o conhecimento de mundo.
O conhecimento lingüístico é aquele conhecimento implícito, não verbalizado, nem verbalizável na grande maioria das vezes, que faz com que falemos português como falantes nativos (pronúncia, vocabulário, regras e uso da língua).
O conhecimento textual é o nosso conhecimento das diversas estruturas textuais, ou seja, dos diversos tipos de texto e de formas de discurso. Um exemplo é o conhecimento que temos das diferenças entre as três modalidades básicas de textos: descrição, narração e dissertação.
O Conhecimento de mundo ou conhecimento enciclopédico, é aquele adquirido tanto formal como informalmente: Formal, através de estudos, leituras, etc.. Informal, através de nossa vivência em sociedade, em família, na interação com outros indivíduos da mesma cultura ou de culturas diferentes, tudo aquilo que aprendemos direta ou indiretamente em nosso dia-a-dia.
Verificando o nosso conhecimento prévio:
Um jornal é melhor do que uma revista. Um cume ou encosta é melhor do que uma rua. No início parece que é melhor correr do que andar. É preciso experimentar várias vezes, pregar várias partidas; mas é fácil de aprender. Até as crianças podem achar divertido.
Uma vez com sucesso, as complicações são minimizadas. Os pássaros raramente se aproximam. Muitas pessoas, às vezes, fazem-no ao mesmo tempo, contudo essa atitude pode causar problemas. É preciso muito espaço. É necessário ter cuidado com a chuva, pois destrói tudo. Se não houver complicações, pode ser muito agradável. Uma pedra pode servir de âncora. Se o que a prende se partir, perdemo-la e dificilmente teremos uma segunda chance.
PRESSUPOSIÇÃO, IMPLÍCITOS E INFERÊNCIAS
A ativação do conhecimento prévio é então, essencial á compressão, pois é o conhecimento que o leitor tem sobre o assunto que lhe permite fazer pressuposições e inferências e compreender os implícitos em diferentes tipos de textos. Esses fatores se dão em decorrência do conhecimento de mundo e que motivado pelos itens lexicais no texto fazem parte de um processo inconsciente do leitor proficiente. Há evidências experimentais que mostram com clareza que o que o lembramos mais tarde, após a leitura, são as inferências que fizemos durante a leitura; não lembramos o que o texto dizia literalmente.
A Pressuposição é a lógica, também um tipo de implicação. Uma ‘pré-suposição’ é uma suposição que é pano-de-fundo de uma afirmação. Ela é considerada parte do conhecimento partilhado pelo leitor e pelo escritor. Por exemplo: (a) pressupõe (b):
a. João parou de fumar.
b. João fumava.
Não se pode parar de fumar se não se fumava antes. Dessa forma, a pressuposição pode ser definida como relação entre duas sentenças, sendo que a primeira trata a verdade da segunda como não-controversa. Consequentemente tanto leitor como escritor sabem que João fumava.. No caso desses exemplos, podemos, então, dizer que parar é uma expressão que introduz uma pressuposição.
Implícitos
As informações veiculadas pelas mensagens lingüísticas apresentam graus diferentes de explicitude. Podem ser consideradas implícitas todas as informações que uma sentença veicula, sem que o autor se comprometa explicitamente com sua verdade. Essas informações precisam ser ‘inferidas’ a partir da sentença por meio de algum raciocínio que parte da própria sentença.
Suponhamos que uma pessoa estivesse em visita à casa da outra num dia de frio glacial e que uma janela, por onde entravam rajadas de vento, estivesse aberta. Se o visitante dissesse Que frio terrível!, poderia estar insinuando Feche a janela.
O seu pedido pode ser negado, mas o falante colocou-se de maneira implícita o seu desejo.
Inferência
Trata-se de uma operação intelectual por meio da qual se afirma a verdade de uma proposição em decorrência de sua ligação com outras já reconhecidas como verdadeiras. Ou seja, a reconstrução do significado mediante o uso de conhecimentos partilhados entre leitor e autor. Exemplo de uma fábula para crianças:
“Perseguido pelos caçadores, um pobre veado escondeu-se bem quietinho dentro da cerrada moita. O abrigo era tão seguro que nem os cães o viram.”
Para entender esse trecho é necessário possuir conhecimento sobre caça de veado, isto é, sobre a perseguição de animais silvestres, para matá-los a tiros, por homens acompanhados de cães treinados que farejam a presa. Esse conhecimento possibilita ao leitor inferir a relação entre caçadores e cães: assim, a frase os cães não causa surpresa no texto, pois estaria implícita a informação de que os caçadores caçam acompanhados de cães.
Veja a diferença que a mudança de uma das variáveis do esquema de caça de veado acarreta:
“Perseguida pelos caçadores, a baleia escondeu-se num banco de coral. O abrigo era tão seguro que nem os cães a viram.”
O exemplo acima causa estranheza, uma vez que a caça à baleia é tipicamente realizada em barco, por homens armados com arpões e sem animais para farejar. Não é possível, neste caso, inferir uma relação entre caçadores e cães, pois essa relação é inconsistente com o esquema de conhecimento ativado.
Objetivos e expectativas de leitura
Além dos conhecimentos prévios, há necessidade de um esforço individual, ou seja, é essencial que se queira ler e compreender um texto que nos é apresentado. Para uma leitura bem sucedida, o leitor deve ter objetivos e propósitos claros e bem definidos.
Quando estabelecemos objetivos para a leitura, desenvolvemos no leitor uma estratégia metacognitiva, isto é, nossa capacidade de controlar e regular o próprio conhecimento conscientemente.
No ato de ler, outro aspecto que desenvolve nossa habilidade metacognitiva e contribui para a compreensão de um texto é a formulação de hipóteses. O leitor atento formula hipóteses ao ler e as testa, conforme vai entendendo o texto.
Letramento é o processo que permite que nos apropriemos da leitura e da escrita para utilizá-las nas mais diferentes práticas sociais e no nosso aprimoramento individual. A leitura se torna mais eficiente quando aprendemos a desenvolver as estratégias que fazem parte dela:
à utilização de conhecimentos prévios – sobre o tema do texto, sobre os g~eneros do discurso, sobre o meio de circulação do texto, sobre o produtor do texto, sobre a época e a circunstância em que foi produzido e publicado;
à antecipação de informações que podem estar no texto a ser lido;
à realização de inferências a partir do material que o texto oferece – a identidade dos pontos principais do texto, a avaliação de seu conteúdo, o estabelecimento de reações desse conteúdo com nossa vida pessoal, social e com p conteúdo de outros textos.
O aprimoramento contínuo dessas estratégias torna nossa capacidade de leitura de textos cada vez mais abrangente e satisfatória. E a leitura bem-feita nos permite obter informações, seguir instruções, revisar os textos que produzimos, enriquecer nosso repertório de idéias e modelos lingüísticos, obter diversão, lazer, prazer estético. A leitura feita de forma significativa, densa e intensa nos faz pessoas melhores e cidadãos mais conscientes.
Análise do texto: A árvore e a árvore, de Lourenço Diaféria – crônica escrita em 1972.
Por vezes, caminhando pelas ruas da cidade, tenho a impressão de que as árvores conversam entre si. O diálogo das árvores nem sempre é ouvido pelos ouvidos, por causa do bulício das ruas, do rumor dos veículos e da zoeira das pessoas. E de madrugada, quando os últimos bêbados se recolhem trôpegos fugindo da aurora, e a brisa matinal leva o sono do rosto dos operários que marcham em direção às fábricas; é nesse momento fluido e tênue que pode ser captado o sussurro das árvores, em meio aos pipilos dos pardais alvoroçados.
E lá estavam as duas árvores a conversar:
- Bom dia, dona Magnólia!
- Bom dia, dona Cássia!
- Dormiu bem?
- Mais ou menos. Esta noite o bem-te-vi, meu inquilino, cismou de acordar e ficou discutindo com a bem-te-vi, no meu galho lá em cima.
- Não diga! Discutindo o quê?
- O papo de sempre, ora essa. Estavam reclamando do custo de vida.
-Ué, mas passarinho também tem esse problema? Pensei que essa preocupação fosse apenas manha dos empregados da Prefeitura que vêm cortar nossa copa todos os anos.
- Qual nada! Passarinho voa azucrinado. A própria bem-te-vi se lastima de que o galho onde eles moram quase não tem folhas; de noite ela molha a cabecinha no sereno. Ficou resfriada, a pobrezinha.
-Então por que eles não se mudam?
- Mudar para onde?
- Ali adiante há um ipê-amarelo com vagas para passarinhos.
- Pois sim. A senhora não viu a placa no tronco? Só há um galhinho vago, muito do mixuruco, e mesmo assim só aceitam casais de passarinhos sem filhotes.
- Sem filhotes?
- Sem filhotes.
- Mas isso é um absurdo!
- Concordo, mas vai-se fazer o quê? Se até casas de tijolo são alugadas apenas para casais sem filhos. Fazem isso com as pessoas, vão ter consideração para com passarinho? – Escute, e ali na quaresmeira do outro quarteirão?
- Ah, lá o aluguel é caríssimo. Só mora sabiá-de-papo-amarelo e periquito verde.
- Cruz credo!
- Falou bem. Está tudo pela hora da morte pros passarinhos.
- Mas ouvi dizer que alguns têm boa mordomia...
- Ah, os canários-da-terra... Grande vantagem! Têm alpiste importado, ovo cozido, verdurinha fresca todos os dias, mas em compensação, vivem presos na gaiola.
- Perderam a liberdade.
- Desprenderam até de voar! Não é à toa que o bairro está cheio de chupim.
- Claro, dona Magnólia. Chupim sempre se ajeita. Quem manda tico-tico ser bobo?
- Reparou que ninguém acaba com chupim? Eles estão em tucum, paineira, sibipiruna.
- Tem chupim até no pau-ferro.
- Se adaptam a qualquer lugar. Bichinho aproveitador está ali. Sabem quando vão acabar com os chupins aqui na zona?
- Quando, dona Magnólia?
- Dia de São nunca. E enquanto isso, os bem-te-vis que se danem.
- Ainda mais agora, com o aumento dos impostos.
- Vai ser um horror.
- Horror mesmo.
- Não sei como eles não se revoltam.
- Revoltam nada. Bem-te-vi só sabe dizer: “bem-te-vi! Bem-te-vi!” Viu, e daí? Que adianta ver? As árvores vêem cada uma, mas não adianta reclamar.
- Houve o caso daquela andorinha, está esquecendo?
- a tolinha. Só porque morava em beiral, achava que podia modificar a situação. Uma andorinha só não muda coisa alguma, bastou chegar aqui o tucano, deitou falação, disse que fazia e aprontava, tudo se amoitou.
- Aquele tucano foi demais. Verde-amarelo, e bom de bico!
-É, dona Magnólia, mas qualquer dia a árvore cai, não cai?
- Sei lá. Ainda bem que a Prefeitura vai mandar plantar mais cem mil árvores na cidade. Só assim para resolver o problema da moradia dos passarinhos.
- Tomara mesmo. Avise o bem-te-vi para ele agüentar a barra mais um pouco. Quem sabe, um dia, a bem-te-vi possa botar os ovinhos em paz.
- Deus a ouça, dona Cássia.
- Amém, dona Magnólia...
PD01 - Met EaD - Aula aplicação
Metodologia do Ensino à Distância
Professora – Aracelis Espinosa
Aula – Aplicação de Met. EAD
Grupo de Trabalho:
Vanessa Christina Rossi Cezaretti
Priscila Mendes
Maria Julia Sanches Carneiro Fortes
Maria Helena Molinari
A Carruagem do Largo da Matriz
Diz a lenda que, em noites de Lua Cheia, uma estranha carruagem puxada por quatro cavalos brancos saía pelas ruas da cidade e se dirigia a Porcina, ruínas de uma antiga fazenda de arroz.Contam que uma família muito rica mandou que fosse levado, na calada da noite, em sua carruagem, um grande tacho de moedas de ouro para ser escondido em um determinado local na fazenda Porcina, onde permaneceria oculta até que sua única filha atingisse a maioridade. Depois de algum tempo, uma grave doença matou toda a família do rico fazendeiro, sem que a filha soubesse da grande fortuna a ela destinada.Garante a tradição que, no mesmo horário do carregamento das moedas de ouro, sob a claridade do luar, passa pelo mesmo itinerário uma carruagem querendo indicar a alguém o caminho até o local onde está enterrado o ouro e, assim, dar o merecido descanso à alma da jovem.
O Cavalo do Valo Grande
Nas conversas mais pitorescas, dizem que esse cavalo anda solto pela cidade, mas conta a lenda que em noites de Lua, lá pelas cercanias do Valo Grande, aparecia, pastando nos descampados que então existiam nas imediações, o belo cavalo branco.Contam que, se alguma moça virgem passasse perto dele, o cavalo a perseguia até que ela, desesperada, caísse nas águas escuras e profundas do Valo Grande, desaparecendo com ela.Então na próxima Lua, o cavalo branco voltava a fim de capturar outra moça para viver com ele no fundo das águas. Contam que as mães ficavam aflitas quando chegava a Lua Cheia, pois sabiam que o cavalo branco infalivelmente daria o ar da sua graça.
Choro dos Pagãos
Um severo senhor de escravos, dizem, morava lá nas redondezas do Itaguá. Certa vez, ele teve a terrível idéia de mandar atirar nas proximidades da Pedra da Paixão todas as crianças, para que as mães escravas trabalhassem mais e não perdessem tempo cuidando dos filhos.Contam que até hoje se ouve pelas imediações, por azar, é lógico, o doloroso choro das almas das crianças pagãs.
Fonte da Saudade
Nas encostas do Morro da Espia existia um pequeno riacho de águas cristalinas. Bem ao lado desse riacho havia uma pequena cabana na qual habitavam um valente guerreiro carijó e sua única filha. A linda menina, para o destemido guerreiro, era a razão do seu viver.Porém, num certo dia, ele foi chamado para a guerra. Antes de partir, o guerreiro deixou com a filha seu arco-e-flecha, para que ela pudesse se defender em caso de perigo. E, assim, partiu para o combate.A jovem passava os dias sentada numa pedra à beira do riacho, com o coração apertado, tamanha era a saudade que sentia do pai. Muitas luas se passaram e nada de seu pai retornar. Todos os dias ela subia a montanha e ficava a observar, na esperança de avistá-lo.E assim se passaram os dias e ela cada vez mais se entristecia pela imensa saudade que sentia. Até que tempos depois ouviu soar o eco característico de uma inúbia (trombeta de guerra). A filha não se conteve de tanta emoção. Tomou o arco e as flechas e correu pelo caminho afora. Quando pai e filha se reencontraram, abraçaram-se emocionados e juraram que nunca mais se separariam.No outro dia, tomada pela felicidade do encontro, a jovem levou o pai até a margem do regato e lhe disse que, daquele dia em diante, a fonte iría se chamar “Fonte da Saudade”. Esse lugar marcaria a imensa saudade que sentia nos dias de espera.
O Tucano de Ouro
Na Juréia existe um maciço que é avistado a quilômetros de distância, por sua formação rochosa que se destaca. É o Morro do Pogoçá, que até os caiçaras mais audaciosos não se atrevem a escalá-lo. É um dos pontos mais encantados do lugar. Contam que é protegido por mamangavas, espécie de abelhas negras muito temidas que guardam o sopé do morro.É desse morro que a cada sete anos um Tucano de Ouro parte por uma janela natural na rocha e plana sobre a Juréia até a Serra dos Itatins, a 30 quilômetros de distância, a uma altura que nenhum outro pássaro consegue alcançar. Os mais antigos afirmam que o vôo do tucano encantado sempre acontece na Primavera e quem consegue avistá-lo recebe sete anos de felicidade.
A Pedra-que-cresce
Esta pedra encantou até mesmo o escritor Albert Camus, que lhe dedicou um conto em seu livro “O exílio e o reino”.Lá na Fonte do Senhor existe uma pequena gruta de alvenaria construída sobre uma pedra. A história nos conta que foi nessa gruta que a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape foi banhada antes de que a imagem do Senhor Bom Jesus de Iguape foi banhada antes de chegar à Matriz de Nossa Senhora das Neves, após ser encontrada na Praia de Una.Contam que, por mais que se retirem lascas dessa pedra, ela continua do mesmo tamanho, e, se colocada uma dessas lascas num copo d’água ou num filtro, ela, além dos poderes medicinais que dá ao líquido, cresce continuamente.
da Paixão todas as crianças, para que as mães escravas trabalhassem mais e não perdessem tempo cuidando dos filhos.Contam que até hoje se ouve pelas imediações, por azar, é lógico, o doloroso choro das almas das crianças pagãs.
A Pedra da Paixão
Aqui vai uma dramática história de amor. Existe nas imediações do Morro da Espia, à beira do barranco que dá para o Mar Pequeno, uma imensa pedra que a tradição popular denominou carinhosamente de Pedra da Paixão.O nome de Pedra da Paixão lhe foi bem apropriado, pois garantem que esse foi cenário de um mal findado caso de amor, no qual um jovem casal de namorados freqüentemente se encontrava naquela pedra. As famílias nunca viram esse romance com bons olhos, pois a moça era rica e o rapaz pobre. O pai dela, então, não admitia de jeito nenhum esse laço, proibindo a filha, terminantemente, de se encontrar com o rapaz. O desespero de seu amado, sentindo que jamais conseguiria tê-la, levou-o até essa pedra e, desesperado de amor, atirou-se às águas do Mar Pequeno.




